Relação do Jair Bolsonaro com o Congresso anda em crise. Na verdade, não faltaram crises durante todo ano de 2019. No último domingo (15) uma nova polêmica se instaurou entre os poderes, quando foram realizadas manifestações, organizadas por apoiadores e parlamentares bolsonaristas.

A princípio Bolsonaro sempre negou sua convocação, mas acabou fazendo declarações que incentivaram os atos. As manifestações levaram diversas pautas, incluindo ataques às instituições do legislativo e judiciário. Rodrigo Maia (DEM) e Davi Alcolumbre (DEM) também estiveram na mira dos manifestantes, acusados de atrapalharem o governo.

Jair Bolsonaro x Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, usou de sua conta no Twitter para comentar o assunto, envolvendo Bolsonaro e coronavírus. Maia disse que existe um esforço global contra o vírus, mas que o presidente do Brasil ignora, indo contra as recomendações do próprio governo.

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, também comentou a situação. Disse que a gravidade da pandemia exige de todos, incluindo o presidente da República, comprometimento no combate ao vírus, seguindo à risca as recomendações do Ministério da Saúde, comandado por Luiz Henrique Mandetta.

Em resposta à toda situação, Jair Bolsonaro se pronunciou, atacando o posicionamento dos chefes do Legislativo. "Não pode o chefe do Executivo ficar à mercê de chantagem. Seria um golpe se isolassem o presidente", disse Bolsonaro.

Impeachment de Jair Bolsonaro

Depois das manifestações, o debate sobre o impeachment de Jair Bolsonaro reapareceu. Alguns vêm tratar do ataque às instituições das manifestações, apoiadas pelo Bolsonaro, além de quebra de decoro em outras situações que o presidente se envolveu.

Jair Bolsonaro rebateu, dizendo que não cometeu crimes de corrupção, pedaladas, e que impeachment depende da vontade popular, não de parlamentares.

Recentemente, o ex-aliado de Bolsonaro Alexandre Frota, atualmente deputado federal pelo PSDB, disse que sua equipe jurídica trabalha no impeachment de Jair Bolsonaro. Apesar das crises, o Congresso parece não estar aberto para mais um processo desgastante de impeachment.

Manifestações

Domingo (15), manifestantes direitistas saíram às ruas do país, organizados em Ato Nacional em Apoio a Jair Bolsonaro, apoiados por parlamentares bolsonaristas e movimentos de rua.

Um dia antes, Bolsonaro chegou pedir o adiamento das manifestações, devido à crise causada pelo coronavÍrus, porém, o pedido não foi aceite e atos continuaram, com suas programações normais. Alguns problemas foram registrados nas manifestações, principalmente em São Paulo, onde a passagem do trio pela av. Paulista não foi permitida.

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