Após pressão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, decidiu pautar para esta quinta-feira (16) o projeto que amplia o auxílio emergencial de R$ 600.

Entre os novos beneficiários deverão ser incluídos mães adolescentes e trabalhadores autônomos que no ano de 2018 tiveram um rendimento anual superior a R$ 28 mil, além de destinar uma cota dupla, de R$ 1.200, a homens solteiros chefes de família, assim como a feito com mulheres na mesma situação.

Aprovado no Senado

O novo projeto de auxílio emergencial que foi aprovado no início deste mês pelo Senado deverá ser encaminhado à Câmara para votação no decorrer desta quinta-feira (16).

No entanto, a nova proposta está causando preocupação no Ministério da Economia, por conta dos gastos extras que não estavam previstos no orçamento federal de 2020.

Segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), defensor da nova média, ele obteve apoio do senador Esperidião Amin (PP-SC), atual relator do projeto, assim como demais senadores que aprovaram a pauta.

O novo texto inclui entre as atividades beneficiadas com o auxílio emergencial pescadores profissionais, artesãos, agricultores que possuem cadastro no sistema Nacional da Agricultura Familiar, catadores de materiais recicláveis, entre outros autônomos, como motoristas e entregadores que trabalham por aplicativo.

Impacto da nova proposta segundo o Senado

A Instituição Fiscal Independente (IFI), que está ligada ao Senado apresentou dados sobre o impacto que o novo projeto do auxílio emergencial trará aos cofres públicos. Ainda de acordo com o relatório, caso a medida entre em vigor nesta quinta-feira (16), estima-se um aumento de 7,7 milhões, em relação ao número de trabalhadores beneficiados pela medida.

Isso representa uma despesa extra de R$ 13,9 bilhões aos cofres da união.

Previsão de acordo com os técnicos do Senado

Ainda de acordo com informações dos técnicos da Câmara e do Senado Federal, a nova medida poderá gerar um gasto de R$ 114 bilhões ao Governo federal.

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