O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quarta-feira (5) que “não dá para continuar muito”, referindo-se às parcelas de R$ 600 do Auxílio Emergencial, distribuido pelo Governo federal durante à pandemia do novo coronavírus.

A declaração foi feita durante sua saída do Palácio da Alvorada, após um de seus apoiadores agradecer o político pelo benefício.

De acordo com o apoiador em questão, foi Jair Bolsonaro que fez com que não faltasse comida na casa dos brasileiros, afirmando, ainda, que o Auxílio Emergencial veio em uma boa hora, graças ao chefe do Executivo.

Bolsonaro, então, decidiu responder o apoiador, informando que, para a infelicidade de grande parte dos cidadãos, não dará para continuar por muito tempo com o benefício, visto que a medida custa, segundo ele, R$ 50 bilhões aos cofres públicos todos os meses.

Ainda de acordo com as palavras de Bolsonaro, a economia necessita continuar e alguns governadores ainda persistem em manter os comércios fechados.

Nos bastidores do governo, entretanto, as notícias divergem. De acordo com informações passadas pelo jornal Correio Braziliense, a equipe econômica vem estudando prorrogar novamente o auxílio.

Segundo as informações, a ideia é que o benefício possa se estender até o final do ano, visto que, no momento, a pandemia ocasionada pelo novo coronavírus não mostra sinais de alívio. Mesmo com tal notícia, o Auxílio Emergencial deverá ser concedido em um valor menor do que R$ 600.

No início, o tempo previsto para a duração do benefício era de três meses, que acabaram tendo sua prorrogação por mais dois meses.

A proposta do presidente Jair Bolsonaro, no começo, era conceder R$ 200 para a população, mudando para R$ 500 no Congresso e acrescentando mais R$ 100 pelo governo.

Prorrogação para microempresários

Quando o presidente foi questionado sobre uma possível prorrogação do benefício para os microempresários, Bolsonaro decidiu, novamente informar sobre os altos custos que o benefício impõe, afirmando que é necessário tratar do assunto com o atual ministro da Economia, Paulo Guedes.

De acordo com o chefe do Executivo, o Brasil já gastou o total de R$ 700 bilhões com o novo coronavírus.

Bolsonaro, na ocasião, estava acompanhado pelo atleta José Aldo, ex-campeão da categoria peso-pena do UFC. Durante o dia 2 de agosto, o político decidiu tecer novas críticas em torno das medidas restritivas que estavam sendo adotadas pelos governadores e prefeitos frente à pandemia do novo coronavírus.

De forma indireta, Jair Bolsonaro afirmou que o mesmo governador que havia “quebrado seu estado”, queria o Auxílio Emergencial de forma permanente. Segundo o presidente, tal medida seria capaz de “arrebentar a economia” do Brasil, repetindo, novamente, que isso custaria o total de R$ 50 bilhões mensais ao país.

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