O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) divulgou na tarde da última sexta-feira (20), em uma rede social, que encaminhou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) indagações sobre as Eleições municipais de 2020.

LAI

O parlamentar, filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), informou que fez a solicitação se baseando na LAI (Lei de Acesso à Informação).

O governo federal apresentou, em 2020, o pior desempenho de respostas da LAI desde que ela entrou em vigor. O filho de Jair Messias Bolsonaro declarou que enviou questionamentos ao TSE que recebeu de eleitores, tanto pelas redes sociais como pessoalmente sobre a disputa eleitoral.

A LAI determina que as respostas devem ser dadas em até 20 dias, Eduardo está aguardando, segundo informou o próprio pelo Twitter. Eduardo Bolsonaro ainda anexou imagens do requerimento que direcionou ao presidente do TSE, o ministro Luís Roberto Barroso.

O parlamentar do PSL fez várias perguntas para o Supremo Tribunal Eleitoral, uma delas foi sobre a empresa responsável pelos programas utilizados no pleito e se foi realizada uma licitação para a compra dos supercomputadores utilizados nas eleições.

Outro questionamento foi o fato de a contagem dos votos não ter sido feita nos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais), o que teria feito com que a divulgação dos resultados fosse atrasada.

Sobre isto o TSE já se pronunciou publicamente dizendo que foi uma determinação da Polícia Federal (PF), para uma maior segurança.

De acordo com Luís Roberto Barroso, por não se ter realizado testes prévios com o supercomputador que fez a totalização da contagem de votos em todo Brasil, isto provocou o atraso na divulgação dos resultados.

No dia de votação do primeiro turno, o TSE foi atacado por hackers. Barroso afirmou que os ataques foram impedidos e que não houve nenhuma interferência nas eleições.

Barroso ainda declarou que as "milícias digitais" se articularam para tentar desacreditar o sistema eleitoral brasileiro.

Voto impresso

Também pelo Twitter, Eduardo Bolsonaro defendeu que deve ser feita uma pressão sobre os seus colegas parlamentares para que seja colocada em pauta o debate sobre a volta do voto impresso.

Para ele, esta deve ser considerada uma pauta prioritária, ele acredita que isto pode ser acordado com os candidatos que irão disputar a presidência da Câmara dos Deputados, disse Eduardo a um usuário do Twitter.

O parlamentar citou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), que iria tornar obrigatório o uso de cédulas de papel nas próximas eleições. Em dezembro de 2017 a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), aprovou a matéria.

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