O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), participou de uma live promovida pelo jornal Valor Econômico nesta última segunda-feira (2). Na live, Rodrigo demonstrou toda a sua decepção com a forma como o Governo federal esta atuando na área econômica.

Precipício

Se a semana anterior foi recheada de atritos entre os ministros do governo e até o nome presidente da Câmara esteve envolvido em uma dessas confusões, a semana iniciou com uma frase polêmica de Rodrigo Maia, que afirmou que o país estaria "caminhando a passos largos para o precipício".

O deputado federal pelo Rio de Janeiro afirmou que se encontra mais preocupado agora com a situação do Brasil do que no mês de julho.

Rodrigo Maia continuou dizendo que não se trata agora do que a Câmara tem intenção de fazer, e sim do que os poderes Executivo e Legislativo podem fazer em conjunto.

Pós-pandemia

O parlamentar ressaltou que no período após a pandemia do novo coronavírus o Brasil irá enfrentar uma alta dívida, além da pressão causada pelos números nada animadores de desemprego, que vêm aumentando.

Incógnita

Foi assim que Maia classificou situação do orçamento público para o próximo ano, acrescentando que não se sabe qual será a proposta do governo.

Ele também argumentou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, encontra-se quase isolado, sendo o único atualmente dentro do governo que está tentando respeitar as "regras do jogo", sem ultrapassar o teto de gastos.

PEC emergencial

Maia lembrou que a aprovação do orçamento passa pela PEC emergencial e que existe uma desorganização em relação à agenda.

Nas semanas que passaram, as votações na Câmara dos Deputados têm sido adiadas por causa da atuação dos partidos da oposição, além da base do governo.

Os partidos Avante, PSD, PL e PP são os que estão obstruindo a pauta, motivados pela disputa da instalação da Comissão Mista de Orçamento (CMO), além da sucessão da presidência da casa legislativa, cujas eleições ocorrerão em fevereiro de 2021.

O Centrão, sob a liderança do deputado Arthur Lira (PP-AL), faz pressão para que a presidência da CMO vá para a deputada Flávia Arruda (PP-DF).

O grupo de Rodrigo Maia não concorda e argumenta que foi feito um acordo com o deputado Elmar Nascimento (DEM-BA) para que este seja o presidente da CMO.

Brigas

Sobre as brigas internas que estão ocorrendo pela presidência da CMO, Maia diz que as desavenças estão ocorrendo sem nenhuma razão e que desta maneira "se criou uma crise por nada", pois todos estão brigando por algo que ainda nem existe, que é o orçamento público.

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