O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comentou nesta quinta-feira (10) a situação em que se encontra o contágio pelo coronavírus no país durante uma cerimônia de inauguração da Ponte do Guaíba, em Porto Alegre. Para ele, a pandemia já está chegando ao final.

A fala de Bolsonaro foi dita em um momento em que 22 das 27 unidades da federação estão apresentando alta no número de mortes causadas pelo coronavírus. De acordo com os dados divulgados por veículos de imprensa, é a primeira vez que aparece um crescimento de mortes de forma simultânea desde julho, mês que vem sendo monitorado. O número total de mortes até o momento causado pela pandemia no Brasil é de 179.765 mil.

Durante a inauguração da nova Ponte no Guaíba, Bolsonaro prestou um breve discurso. O presidente começou sua fala dizendo que queria falar um pouco sobre o seu Governo que ainda está passando pela pandemia, mas que já está no finalzinho. "Ainda estamos vivendo um finalzinho de pandemia", disse Bolsonaro.

Ele disse também que o Brasil em comparação ao outros países, está se sobressaindo muito bem da pandemia, senão o melhor. Bolsonaro também participou da liberação de 27 quilômetros de estrada que será duplicada na BR-116, que fica nas proximidades da cidade de Barra do Ribeiro, Rio Grande do Sul.

Bolsonaro continuou a falar sobre a pandemia, dizendo que as pessoas agem de forma errada ao fazer alardes sobre a situação da pandemia, pois as pessoas devem ser tranquilizadas e não criar mais caos.

Ele também lamentou as mortes causadas pelo vírus e completou dizendo que a vida deve seguir para assim vencer os obstáculos.

Rodrigo Maia critica Bolsonaro por isenção de armas

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), comentou o novo decreto feito pelo governo sobre o imposto na compra de armas no exterior. O governo zerou o imposto sobre a compra de pistolas e revólveres em outros países.

Maia disse, durante uma coletiva de imprensa na saída da Câmara, que enquanto os parlamentares estavam se esforçando e discutindo qual vacina deve ser comprada para imunizar a população brasileira contra o coronavírus, o governo estava isentando imposto sobre arma.

Para Maia, tal ação demonstrou que o governo não está sabendo priorizar o que é mais importante no momento, que é conseguir definir um plano de vacinação das pessoas no Brasil.

Para alguns especialistas, o governo enfrentará um grande problema quanto à transportação do remédio, já que precisa ser conservada em um certo grau de temperatura.

O governo ainda não definiu qual será o plano de vacinação da população. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que está esperando que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analise e aprove algum dos imunizantes que vêm sendo fabricados por quatro países.

Pazuello também espera que doses da vacina estejam disponíveis ainda este mês para começar a vacinação.

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