A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) entrou com um pedido de impeachment contra o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

A ABI justifica seu pedido pela saída de Pazuello da pasta por ele ter, supostamente, cometido crime de responsabilidade.

O pedido de impeachment contra Pazuello foi levado ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Inconstitucional

O texto acusa o ministro da Saúde de cometer delitos que vão contra a Constituição Federal de 1988, principalmente o artigo 196, que diz que a Saúde é um direito de todos os cidadãos e é um dever do Estado.

Complacência

A organização dos profissionais de imprensa acusa Eduardo Pazuello de ser complacente em relação ao uso de medicamentos sem comprovação científica no tratamento da Covid-19, tais como: azitromicina, cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina.

A ABI também fala sobre a gestão do militar em relação às vacinas contra a Covid-19.

Incompetência

A instituição afirma que Pazuello dá repetidas mostras de ineficiência, incompetência e incapacidade para atuar na função que ocupa.

Além de não ter providenciado as vacinas, ele também não conseguiu adquirir as seringas para a aplicação dos imunizantes, lamentou a ABI em um comunicado.

Coronavac

Continuando no tema das vacinas, a organização afirma no pedido de impeachment que Eduardo Pazuello criou dificuldades para a utilização da Coronavac, simplesmente por razões ideológicas.

O imunizante é produzido em parceria com o laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantan, do estado de São Paulo.

Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também foi citado no comunicado da ABI.

Para a organização, a postura do mandatário em diminuir a gravidade da pandemia não pode ser usada por Pazuello como um escudo.

Mesmo que seu superior hierárquico, o presidente da República, sem nenhuma dúvida, tenha uma gigantesca responsabilidade nos desmandos, Eduardo Pazuello não pode usar este fato para abster-se de tomar as providências mínimas exigidas pelo cargo., afirma a ABI.

A explicação dada por Pazuello para não cumprir suas atribuições como ministro da Saúde, ao afirmar "um manda, o outro obedece", é inaceitável, analisou a ABI, segundo a qual o ministro estaria lavando as mãos.

Rodrigo Maia

A análise do pedido de impeachment contra Eduardo Pazuello está agora nas mãos do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Além da saída do atual ministro da Saúde, o pedido de impeachment da ABI também quer que o general fique impedido de exercer qualquer função pública pelo prazo mínimo de cinco anos.

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