Após o último aumento de quase 4,5% anunciado pela Petrobras sobre o diesel, os caminhoneiros decidiram realizar neste segunda-feira (1°) uma paralisação contra os aumentos e reivindicando melhorias para a categoria.

Outro motivo que está por trás da paralisação é o sentimento de traição por parte de alguns profissionais do setor, que acusam o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de não cumprir suas promessas e garantir o cumprimento dos benefícios conquistados pela categoria na greve de 2018.

Vazamento de áudio

No último domingo (31), o vazamento de um áudio do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, no qual ele descarta negociar com a categoria e diz que eles precisam “desmamar” do Governo e começar a “pensar como empresários”, inflamou ainda mais a paralisação.

José da Fonseca Lopes, presidente da Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), disse que tem trabalhado para os motoristas desistirem de realizar a greve, mas o áudio do ministro acabou sendo pior que as atitudes de Bolsonaro. Lopes ressaltou que a mensagem está rodando em grupos de WhatsApp, causando um efeito desastroso. "Os que estão quietinhos em casa vão entender que o governo Bolsonaro traiu todo mundo. De todas as promessas de campanha dele, não cumpriu nenhuma", disse.

O áudio foi gravado durante uma reunião como um rapaz que se identificou como vice-presidente de uma associação de motoristas de caminhões. O ministro disse que não existe a possibilidade de os pedidos atuais e os feitos na paralisação de 2018 serem atendidos.

A paralisação feita pelos profissionais em 2018 recebeu o apoio de Jair Bolsonaro, e na época boa parte dos caminhoneiros declarou que votaria nele na eleição daquele ano.

O portal UOL entrou em contato com o Ministério da Infraestrutura que em nota ressaltou que vai manter as ações impostas pela pasta e afirmou que não vai discutir com a categoria enquanto houver paralisação.

Sobre a data da manifestação, Freitas disse que pode ter algum político por trás da greve, pois foi marcada para começar no mesmo dia em que haverá as eleições no Senado e na Câmara dos Deputados.

O ministro disse também que sempre esteve aberto para dialogar com os representantes dos caminhoneiros, mas demonstrou irritação porque se sentiu ameaçado ao anunciarem que haveria greve e por conta disto ressaltou que não vai dialogar com a categoria até que a possível paralisação cesse.

Os motoristas alegam que até o momento os encontros entre eles e o governo não tiveram resultados satisfatórios e, por isso, resolveram fazer a greve.

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