O ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) usou as redes sociais para criticar os novos decretos que flexibilizam a compra e o porte de armas no Brasil, assinados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na última semana.

"Bolsonaro considera a parte pelo todo. Acha que seu mundo extremo representa o país. O povo não está vibrando. O povo não quer armas. A população anseia pelas vacinas", disse o ex-presidente da Câmara em sua publicação no Twitter.

Outras críticas contra decreto de Bolsonaro

Além de Rodrigo Maia, outros parlamentares fizeram críticas aos decretos de Bolsonaro, entre eles o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) que afirmou que vai entrar com uma ação contra a flexibilização no Congresso e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Com o intuito de reforçar o discurso do colega de partido, a líder da bancada do PSOL na Câmara, Talíria Petrone (RJ), citou dados sobre o número de mortes causadas por armas nos últimos dez anos. Petrone disse que o Brasil teve pelo menos 500 mil vítimas de armas de fogo no período e que esse número representa 70% dos homicídios no Brasil.

Quem também não aprovou o decreto feito por Bolsonaro foi o Instituto Sou da Paz, que sempre tem feito campanhas voltadas ao desarmamento. Por meio de uma nota, a instituição expressou seu repúdio à atitude do presidente.

Maia x Bolsonaro

Rodrigo Maia sempre foi um crítico às ações de Bolsonaro, principalmente quanto à flexibilização do uso e compra de armas por brasileiros.

Já Bolsonaro criticou e culpou Maia por diversas vezes quando o deputado federal dirigia a Câmara dos Deputados.

O presidente dizia que o Democrata atrapalhava sua gestão e, consequentemente, atrasava o crescimento do Brasil.

Durante as eleições no Congresso, Bolsonaro apoiou Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que acabaram conquistando as presidências da Câmara e do Senado, respectivamente. Maia, por sua vez, apoio a candidatura do deputado Baleia Rossi (DEM-SP).

Durante a campanha na Câmara, Maia disse que previa que boa parte dos parlamentares que fazem parte do DEM poderia votar em Lira, o que gerou uma grande decepção para o democrata, que ameaçou sair do partido por conta disso, mas ainda não se decidiu sobre a saída e se continua no partido.

O presidente nacional do partido, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, criticou Maia, dizendo que ele havia se apegado ao poder.

Em outra ocasião, ACM Neto defendeu Bolsonaro e disse que o presidente pode contar com seu apoio.

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