Um grupo de taxistas protagonizou um enorme ato de violência no final da tarde desta quinta-feira (26), em pleno estacionamento do supermercado Carrefour, na Avenida Bento Gonçalves, no Bairro Partenon, em Porto Alegre. Assim que um motorista do Uber deixou o seu passageiro, os taxistas arrancaram o condutor do carro e desferiram uma série de agressões. O veículo também ficou danificado.

Com o rosto desfigurado, a vítima foi encaminhada ao Hospital Cristo Redentor depois de um breve atendimento pelo Samu. Informações extraoficiais davam conta de que dois taxistas envolvidos nas agressões haviam sido presos pela polícia.

A Empresta Pública de Transporte Coletivo (EPTC) relata que vai investigar o caso e que poderá suspender os motoristas que estiverem envolvidos no episódio.

Em um relato à reportagem do jornal gaúcho Zero Hora, o condutor agredido resumiu a forma como foi abordado na hora das agressões. “Cheguei com passageiro e já vieram para cima. Devia ser uns dez. Me puxaram e eu tentei fugir. Fiquei uns dez minutos sendo agredido no estacionamento do supermercado (…) Eu estava trabalhando e não roubando ninguém. Preciso trabalhar, tenho minha família”.

O clima de tensão entre os taxistas convencionais e os motoristas do serviço de caronas pagas cresce desde o último final de semana, quando o Uber começou a operar pelas ruas da capital. Já no sábado alguns motoristas de táxi impediram a passagem de um condutor do aplicativo em um bairro nobre da capital.

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Nesta quarta-feira (25), diversos taxistas estiveram na Câmara dos Vereadores acompanhando a votação do projeto de lei que proibiu o serviço na capital dos gaúchos. Contudo, a pauta ainda precisa ser sancionada pelo prefeito José Fortunati. Até lá, a assessoria do Uber garantiu que o serviço seguirá atuando em Porto Alegre. #Trabalho #Inovação #Crise