Pode parecer piada de português ou de papagaio de pirada, mas não é. Acredite. É o caso de mais um argentino que é esquecido em um dos muitos pontos de paradas entre o litoral gaúcho e a fronteira do Rio Grande do Sul com Uruguai e Argentina.Desta vez o caso foi mais hilário ainda. De tão estranho pode até parecer armação.

O episódio envolveu um casal de argentinos que retornava de férias do litoral catarinense para casa na noite deste último sábado (6), quando o veículo deles sofreu uma pane.

Mas, por sorte, eles viajavam em comboio e logo decidiram que a Família se dividia.

O combinado era o seguinte:enquanto ela seguiria adiante na busca de socorro na carona do carro dos amigos, ele aguardaria ali em pleno breu noturno. Na verdade eles não faziam a mínima ideia de onde estavam. Sabiam que deveriam seguir sempre rumo pela BR290 até encontrarem alguma placa que os orientasse caminho para Buenos Aires.

Contudo o máximo que poderiam fazer erase manterem em contato via WhatsApp e não se preocuparem.

Passado algum tempo, a esposa chegou ao posto Texacão do Caverá, que fica na entrada da cidade de Alegrete. Chegando lá, deu um jeito de conseguir um mecânico e um Carro-Guincho. Felizes da vida, rumaram em busca do marido. Como não sabiam a que distância estaria exatamente o veículo estacionado eles calcularam por volta de 20 quilômetros.

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Ao chegarem ao local, onde a esposa acreditava quedeveria estar o carro deles, ao não encontrá-lo, o desespero foi geral. Olhou para o relógio. Passava das 21h00. Nem o celular, muito menos o WhatsApp ele atendia. Logo um milhão de coisas lhe passaram em mente – e todas ruins.

Algum tempo depois, conforme relatou o dono do hotel que fica em anexo ao posto Texacão do Caverá, o marido entrou em contato dizendo que estava em Uruguaiana, 145 quilômetros à frente, aguardando por ela.

Só que o combinado não fora isso. Acontece que, segundo o argentino, de tanto insistir, o carro voltou a funcionar e ele não quis ficar esperando no escuro. Correu o quanto pôde até sair daquele local que considerou amedrontador.

O caso ficou dito por não dito. Após pagar pelo socorro que não aconteceu, agradecer aos funcionários do hotel e do posto que foram incansáveis ajudando a esposa argentina esquecida, ele partiu ao encontro do marido em Uruguaiana e não houve nem a necessidade da intervenção da Polícia Rodoviária Federal (PRF) como nos dois casos anteriores.

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