Em busca da igualdade de gênero e de condições de trabalhos iguais em meio a um mercado tradicionalmente masculino, o jornalismo esportivo e o futebol, mulheres se unem na campanha "deixa ela trabalhar" e pedem respeito aos colegas e aos torcedores de diferentes times.

Os casos contra mulheres [VIDEO] se sucedem. Ainda no ano passado, por exemplo, a repórter Júlia Goulart, da Rádio Galera, de Porto Alegre, foi xingada e ironizada por homens que estavam na arquibancada de Criciúma x Inter, pela Série B do Brasileirão.

No mesmo ano, o então técnico colorado Guto Ferreira respondeu de forma machista [VIDEO] uma pergunta da jornalista Kelly Costa, dizendo que, "por você ser mulher, talvez nunca tenha jogado".

Guto, hoje, é treinador do Bahia.

Já em 2018, a repórter Bruna Dealtry do Esporte Interativo foi surpreendida quando fazia um link ao vivo. Sem que ela percebesse, um torcedor do Vasco da Gama tentou lhe dar um beijo ao vivo.

Novamente no Rio Grande do Sul, a repórter da Rádio Gaúcha, Renata de Medeiros, foi agredida por um torcedor colorado durante o clássico Gre-Nal pela última rodada da primeira fase do Gauchão de 2018. Renata gravou o vídeo da agressão e o torcedor foi retirado do Beira-Rio pelas autoridades.