Após o sequestro e assassinato da menina Eduarda, de 9 anos, no início dessa semana, algumas pessoas tiveram dados divulgados na internet, como sendo suspeitas do crime.

Uma onda de boatos trouxe muitos problemas para algumas pessoas, que foram apontadas e acusadas sem provas de alguns crimes de sequestro de crianças.

Uma mulher descobriu ser alvo de boatos nesta terça-feira (23), quando teve conhecimento de que uma foto, na qual aparece com o marido, estava circulando pelo Facebook e até em grupos do WhatsApp, com placa do seu carro e até mesmo o endereço da sua residência.

Alguns conhecidos e familiares a alertaram sobre as publicações e boatos

Ela é moradora de Cachoeirinha, Região Metropolitana de Porto Alegre, trabalha como socorrista em uma cidade vizinha e prefere não se identificar. Com medo de sofrer agressões, por questão de segurança a mulher e a família mudaram para outro endereço.

"Não tenho inimizade com ninguém, não sei de pessoas que não gostem de nós. Fica difícil de a gente imaginar que alguém possa fazer isso", relata a mulher.

Um pai de santo de Canoas Região Metropolitana procurou a Polícia Civil e registrou ocorrência por ter sofrido ameaças, após ser comparado com o retrato falado do suposto sequestrador do caso da menina Eduarda, que foi divulgado na segunda-feira (22).

Outro rapaz que preferiu não se identificar também registrou ocorrência por ter sido confundido e ameaçado por conta do mesmo retrato falado.

Boatos da Região Metropolitana

As equipes da Polícia Civil de Cachoeirinha e Gravataí estão recebendo muitas denúncias nos últimos dias, de pessoas que alegam estar sendo acusadas injustamente.

O caso da socorrista foi o que mais teve registros na Polícia Civil nos últimos dias, segundo afirma o delegado responsável por ambas unidades, Newton Martins de Souza Filho.

"Todos os crimes virtuais estão sendo investigados e os responsáveis pelos boatos podem ser indiciados por calúnia, difamação", disse o delegado.

Um segundo inquérito foi aberto nessa quarta-feira (25), relacionado ao caso da menina Eduarda, que foi encontrada morta na segunda-feira (22) na ERS-118 em Alvorada.

"A sociedade precisa saber diferenciar o que é especulação e o que é real", disse o chefe da Policia Civil, Emerson Wendt.

Foi decretado pela Justiça sigilo total das investigações, para que não haja nenhum tipo de interferência externa e para que as autoridades possam chegar ao responsável por esse crime.

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