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Desde 2009, Nelmon Cabral e Antônio Gurgel, ambos instrutores da Autoescola Ômega, localizada no Centro de Maricá, fazem parte de um movimento em busca de diminuir a distância de seus alunos do local de realização das provas práticas. Até hoje, quem busca tirar de vez a carteira de motorista passa por dificuldades na hora de por a mão no volante e executar as habilidades adquiridas na prova prática do Detran.

O exame de quem mora na cidade é aplicado em Itaboraí, distante 30 km de Maricá, fazendo com que muitos alunos de autoescolas tenham que sair de casa até 6h antes da prova por conta do transporte precário e escasso, como vans e ônibus lotados.

Contudo, a prova teórica também não é aplicada na cidade, e sim em Niterói.

Na época, um ofício foi emitido para autoridades competentes, como prefeito e o Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ).

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Com o avanço da mobilização de oito escolas de Maricá em busca de um local de avaliação na cidade, uma pista foi reservada no bairro da Barra, próximo à ponte Marco Antônio Cardoso Siqueira.

"Com o crescimento da nossa luta, várias escolas se uniram e assinaram: Itaipuaçu, Inoã, Centro de Maricá. Essa mudança vai trazer uma qualidade de trabalho para as autoescolas e, é claro, de rendimento dos alunos", explica Nelmon.

Segundo o instrutor Antônio Gurgel, o pedido já recebeu a autorização do prefeito do município. O que falta agora é a assinatura final do setor de aprendizagem do Detran-RJ, que não corresponde às expectativas dos professores e alunos da cidade.

Marilene de Carvalho, aluna da Ômega, ressalta que é importante para a cidade ter uma pista legalizada e funcionando. "É bom para os alunos e a gente só sai ganhando, que não vamos ter que pegar ônibus às 6h da manhã para fazer uma prova às 11h em outra cidade, muitas vezes.

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A pista de Maricá fica a 30 minutos do centro", destaca.

A distância do local da prova é uma das reclamações mais frequentes. Antonio Gurgel destaca que muitos alunos bons reprovam justamente por causa do cansaço da viagem. "Eles chegam lá esgotados. O transporte oferecido na cidade para transitar pelas cidades é de dar pena e muitos precisam sair cedo demais para fazer a prova em Itaboraí", ressalta. "Com essa nova pista, assim que as provas forem aplicadas lá, vamos formar mais alunos e quem ganha é só a cidade".