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Nesta quinta, 29, comemora-se oficialmente no Brasil o Dia Nacional do Livro. Temos pouco a  nos orgulhar, visto que estamos entre os países do mundo com as menores taxas de leitura  o mercado editorial foi salvo pelos livros de colorir no primeiro semestre deste ano e, de acordo com o  NOP World Culture Score Index, estamos na 27ª posição num ranking de leitura que contempla 30 países.   

Contudo, há iniciativas elogiáveis para fomentar a leitura no país. A mais recente será  lançada pelo escritor Cláudio Soares. Ele reuniu profissionais de marketing, vendas e TI para criar o Rio Cidade Livro, um aplicativo que mapeia os clássicos da Literatura nacional ambientados na cidade maravilhosa. “Queremos que as pessoas leiam Livros mesmo enquanto realizam outras tarefas em seus dispositivos eletrônicos”, conta o idealizador.

Por hora, é possível apenas se cadastrar no site do projeto. O app, habilitado para todos os sistemas operacionais, estará disponível para o uso a partir de seu lançamento oficial, que acontecerá no dia 6 de novembro no Museu de Arte do Rio.

Entenda como funciona o aplicativo:

 

“Proporcionar uma experiência dinâmica e contemporânea de leitura dos clássicos”

Em entrevista exclusiva à Blasting News, Claudio Soares dá detalhes sobre a iniciativa e diz que sua principal motivação é “fisgar os leitores”. Acompanhe:

Blasting News - Como você teve a ideia de criar o aplicativo e porque?

Cláudio Soares - A ideia surgiu há dois anos, quando editei a coleção de clássicos brasileiros do Google Brasil e vem sendo amadurecida desde então. Nosso objetivo é proporcionar uma experiência dinâmica e contemporânea de leitura dos clássicos, adaptada às plataformas digitais.

Nosso slogan diz: "lendo cidades, explorando livros". Queremos que as pessoas leiam mesmo enquanto realizam outras tarefas em seus dispositivos eletrônicos. Que descubram os clássicos, "quase sem querer", intuitivamente; que os leiam em pequenos espaços de tempo, enquanto interagem com a cidade ou mesmo realizam tarefas do seu dia a dia. Queremos que os leitores sejam fisgados pela leitura, onde quer que estejam. A partir daí, oferecemos "mapas" adequados para o leitor expandir essa experiência de leitura.

BN - Há outros profissionais neste projeto?

C.S - Tenho o apoio de Marco Fernandes na área comercial, Pablo Massolar, profissional de Marketing e Felipe Sotello de Tecnologia da Informação (TI).

BN - O Rio Cidade Livro faz parte de alguma aceleradora de startups?

Ainda não. Mas, entendemos que seja uma consequência natural. A plataforma de cartografia literária é a João do Rio. O projeto Rio Cidade Livro é apenas o primeiro dos vários que serão "mapeados" na plataforma João do Rio, que tem esse nome por razões históricas, já que Paulo Barreto, o João do Rio, foi um dos maiores cronistas da cidade do Rio e o seu grande "flaneur".

BN- Há apoio governamental neste projeto? Vocês têm apoio da prefeitura do Rio, por exemplo?

C.S - Sim, a prefeitura é uma das nossas principais parceiras no projeto, iniciado quando editei a edição de 125 anos de O Cortiço, que além de fazer parte da biblioteca Rio 450, é também a primeira obra "mapeada" no projeto Rio Cidade Livro.

Até as Olimpíadas, o Rio Cidade Livro contará com mais de uma dezena de obras mapeadas, proporcionando uma experiência interessante, inclusive, de cruzamento entre essas obras.