Na tarde de terça-feira (08/12), aconteceu o evento Emergências do Ministério da Cultura (MinC) no Rio de Janeiro. Estavam presentes ativistas, militantes e pensadores. O assunto foi referente aos movimentos feministas no Brasil e na América Latina.

O espaço criado foi para proporcionar a interação e o diálogo sobre a cultura e o seu alcance na sociedade.

CONVIDADAS QUE ESTAVAM NO EVENTO

Djamila Ribeiro (fundadora do Núcleo interdisciplinar da Carta Capital), analisou o movimento feminista e falou sobre a importância de repensar como será a sua história e a importância de revisar e contar de novo.Ela falou sobre a mulher negra e como a sociedade a oprime e discrimina, e que é o momento de se criar uma nova sociedade.

Foi relembrada pela advogada e produtora cultural, Eliane Dias, a morte de Cláudia Silva (auxiliar de serviços gerais), que foi baleada por uma operação policial no morro da Congonha, no Rio de Janeiro. A mulher morreu ao ir comprar pão. Cláudia relembrou também os cinco jovens mortos recentemente pela PM (RJ).

Sobre o genocídio,Eliane disse que a maior parte dos crimes acontece no ambiente doméstico e que as vítimas em sua maioria são mães solteiras e negras.

"Mães negras perderam os seus filhos e as mulheres precisam se manifestar nas ruas, e, se preciso, parar o trânsito para poder conscientizar a população", afirma.

Shariana Ferrer (militante do movimento Amplio de Mujeres de Porto-Rico), disse que não se pode separar raça e gênero, como aconteceu no Brasil, e que "a violência ocorre para todos, seja homens, mulheres, crianças e negros".

Monique Prada (do site Mundo Invisível), que informa sobre a atividade do trabalho sexual, disse que a opressão no ambiente do trabalho é comum entre colegas, como no caso das prostitutas.

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Relacionamento Educação

Assuntos diversos foram debatidos como: o aborto, a violência e o papel das mulheres nos movimentos atuais. Os participantes realizaram uma roda de conversas na Fundição Progresso, onde ocorreu a maior parte do evento.O aborto foi um tema importante, pois é o responsável por grande parte das mortes maternas.

“O direito do que fazer com nosso corpo é nosso”, foi um tema discutido pela liderança do movimento #Foracunha e #PrimaveradasMulheres.

O grupo uruguaiano Mujeres en El Horno representaram o cenário da luta pelos direitos da mulher no Peru e Uruguai. O índice de violência sexual contra as mulheres no Peru é alta, mais de 20 mil denúncias. As discussões em torno dos direitos das mulheres continuam e precisam ser mais discutidos na sociedade.

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