Nos últimos anos a saúde pública no Rio de Janeiro, já vinha dando sinais de que estava em decadência. Após atrasos salariais e falta de recursos para procedimentos, os principais hospitais estaduais fecharam as portas ou estão selecionando atendimento, muitos deles atendem apenas pacientes com riscos de morte. A situação crítica dos hospitais fez com que o governador do Rio, decretasse nesta quarta feira (23) situação de emergência. 

O decreto teve como objetivo acelerar a ajuda do Governo federal para tentar solucionar o problema.

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Pezão afirmou que o estado já conseguiu R$ 297 milhões e espera que a situação seja normalizada nesta quinta feira (24). 

"Peço desculpas à população do Rio de Janeiro. Tenho esperança que amanhã já estaremos com a situação melhor", disse Pezão.

De acordo com o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, com o decreto emergencial haverá mais conforto jurídico para a liberação de materias para o estado. Ele declarou que 200 itens hospitalares básicos, como gazes, próteses e esparadrapos, serão disponibilizados através de doações, equivalente a R$ 20 milhões. O governo depositará de imediato mais R$ 45 milhões.

Essa verba federal será somada a 152 milhões da arrecadação do Tesouro Estadual e mais R$ 100 milhões emprestados pela prefeitura, noticiado pela manhã. O governo federal ainda vai depositar mais R$ 90 milhões – R$ 15 milhões em 30 de dezembro e R$ 75 milhões em 10 de janeiro.

Com a arrecadação no total de R$ 347 milhões o governo espera atravessar o Ano Novo com suas unidades de saúde funcionando normalmente.

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Ficou decidido que os seis hospitais federais do Rio irão funcionar integrados aos hospitais da rede estadual e municipal de saúde. 

Uma liminar do Tribunal de Justiça do Rio no Supremo Tribunal Federal, determinou o pagamento dos funcionários do Judiciário até o dia 30.  Uma outra, pelo sindicato dos médicos na Justiça, determina a transferência de recursos para hospitais do estado em 24 horas.

De acordo com a decisão a favor dos médicos, os os repasses deveria ser depositados no fundo estadual de saúde até quinta feira na parte da manhã. Se o estado não cumprir ou conseguir derrubar a liminar, terá que pagar multa diária de R$ 50 mil. Além de uma multa pessoal estipulada em R$ 10 mil por dia, para os secretários de Fazenda, de Saúde e para o governador.