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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sinaliza que pretende mudar a forma de relacionamento entre empreiteiras e o Poder Público. Irritado com as 356 demissões de trabalhadores em dezembro e a lentidão para a conclusão dos restantes 10% das obras do Centro Olímpico de Tênis, ele rescindiu o contrato com o consórcio Ibeg/Trangan/Damiani e aplicou multa de R$ 11 milhões.

Paes garantiu que a Prefeitura não atrasa pagamento das obras. Ele declarou ainda que as empresas de engenharia no Brasil adotam a prática de deixar de pagar os operários quando chegam ao final das obras como forma de pressionar o Governo: “A história dos ‘lava-jato’ da vida, elas acabam assim, com pressão das empreiteiras.

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Nos Jogos Olímpicos ninguém vai fazer pressãozinha para aumentar o valor e esticar o prazo”, disse o prefeito.

No dia 8 de janeiro, a Secretaria municipal de Obras convocou a Ibeg através do Diário Oficial do Rio de Janeiro a apresentar defesa prévia. As acusações são de atraso no cronograma das obras, a baixa mobilização e o não atendimento à convocação do dia 7 de dezembro de 2015.

O consórcio anunciou que pretende entrar com liminar contra a decisão do prefeito. O advogado José Eduardo Junqueira Ferraz alega que o problema se deu por conta do atraso do pagamento de notas fiscais pela Empresa Municipal de Urbanização (RioUrbe).

Outra obra da construtora Ibeg engenharia apresenta atrasos.

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Trata-se do Centro Olímpico de Hipismo, em Deodoro. A empresa foi notificada através do Diário Oficial do Município a dar explicações.

Quanto a isso, a construtora alega que os atrasos ocorrem por conta da RioUrbe. O advogado da empresa alega que os projetos não chegaram a tempo e a demora dificultou a evolução do trabalho.

As obras do Centro Olímpico de Tênis começaram em outubro de 2013. O local também será utilizado nos jogos paralímpicos de 2016. São 16 quadras construídas em 9 hectares na área do antigo autódromo do Rio, ao custo total de R$ 175 milhões. Caso o consórcio seja definitivamente afastado das obras de conclusão do Centro de Tênis, a prefeitura terá que contratar outra empresa para concluir a obra.

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Mas os advogados do consórcio pretendem recorrer.