A vida deve continuar sendo dura com o servidor estadual do Rio de Janeiro. Mesmo com a intolerância do governador licenciado, Pezão, e a troca no comando do estado por Francisco Dornelles, há agravantes que devem manter os impasses de pé.

O servidor estadual e os militares subordinados à gestão do governador, PMs e bombeiros, vêm sofrendo com seguidos atrasos no pagamento dos seus salários, falta de reajuste real e desabastecimento de recursos básicos para o exercício de suas profissões.

No caso dos policiais militares, uma reportagem do jornal "O Dia" apurou que a categoria vem abandonando o 'bico oficial' do Governo, modalidade de contratação em regime especial que remunerava os militares em seus dias de folga para aumentar o policiamento nas ruas e em escolas.

Com medo de não receberem as gratificações, que frequentemente estão sofrendo atrasos, os militares estão deixando essa modalidade de prestação de serviço para voltar às antigas atividades para complementar a renda.

No caso do servidor estadual, os problemas não são menores. Os mesmos atrasos frequentes de pagamentos de salários, falta de reajustes e condições inadequadas de trabalho. Some isso ao 'pacote fiscal' que Pezão tentou empurrar para a conta do funcionalismo estadual - nele havia a previsão de aumento na contribuição previdenciária dentre outras medidas.

Dornelles que é o governador em exercício, devido ao afastamento para tratamento de saúde de Pezão, terá pouco tempo para viabilizar alguma solução que faça a máquina voltar a funcionar. A previsão inicial é de que sua gestão dure 30 dias, podendo ser ampliada em caso de necessidade.

Os melhores vídeos do dia

A expectativa em torno desses 30 dias que o novo governador terá não é a melhor das possíveis para as categorias que representam os interesses do servidor estadual. Luta não deve faltar, mas todos tem ciência de que não há mágica para resolver o problema crônico de anos da má gestão na condução das finanças do estado do Rio de Janeiro.

A contrapartida para o servidor é justamente a figura de Dornelles. As negociações com Pezão já estavam há muito tempo desgastadas e emperradas. Resta ao servidor estadual e aos militares, a esperança e a "guerra de cada dia" ao qual infelizmente já estão acostumados.

Uma coisa é certa, se não houver união e pressão das entidades representativas dificilmente haverá conquistas.