A um dia das grandes manifestações que ocorrerão contra o governo petista, oposição e políticos da base aliada do estado do Rio de Janeiro avaliam cenário em uma possível queda da presidente Dilma.

A três meses o líder da bancada do PMDB na Alerj, Jorge Picciani, fez duras críticas ao governador do Estado Luís Fernando Pezão, que é seu 'colega' de legenda. Em sua fala o líder da Alerj chamou o governo de Pezão de 'fraco'.

Na mesma ocasião, antes do aumento da turbulência dos últimos dias que abalaram o Planalto, Picciani também criticou a gestão da presidente da República e foi seguido pelo petista Washington Quaquá, que é o atual prefeito do município de Maricá e presidente estadual do PT.

Quaquá afirmou que não houve dolo na fala de Picciani, ele apenas fez uma avaliação da gestão de Dilma com base na realidade. A inoperância do governo federal mais parece um transatlântico sem comando, o que dá margem para os golpistas, afirma.

Já para o deputado estadual Luiz Paulo (PSDB), Picciani tomou uma postura de descontentamento de quem "não está mais no governo". Em breve o PMDB decidirá se vai seguir como aliado do PT, se a sigla decidir deixar o governo, também adotará uma posição de contrariedade, o que mudará completamente a situação do PT e a distribuição das bancadas de oposição e governo, tanto no Senado quanto na Câmara.

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Lula Política

As palavras mais duras foram proferidas pelo deputado Alexandre Freixo (PSOL), ele é considerado um dos maiores opositores ao governo de Pezão. Conforme o deputado "A discussão não deveria ser se a Dilma cai ou não. Alguma coisa aconteceu para que ele (Picciani) fizesse esse pronunciamento.(...) Que o governo é fraco, isso é fato.", disparou.

Seja qual forem os próximos passos que a Política brasileira dará com relação à presidente da República, é grave a situação das contas do Estado do Rio de Janeiro.

Vários setores controlados pelo governo vêm sofrendo com a falta de recursos e a precarização dos serviços que estão sendo prestados à população.

Os hospitais que servem aos fluminenses estão com funcionários sem receber e sem medicamentos, a Polícia Civil está protestando contra o governador, a Militar está sofrendo com a falta de recursos para a alimentação dos PMs e os servidores estaduais anunciaram que entrarão em greve já na quarta feira.

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