Com a dificuldade em conseguir tirar a primeira carteira de habilitação, muitas pessoas procuram um 'modo fácil' de consegui-la. E são nessas dificuldades que muitos fraudadores se aproveitam para ganhar dinheiro.

Assim foi o caso de uma quadrilha presa no Rio de Janeiro na última terça-feira (01). Dez pessoas foram presas, acusadas de fraudar o sistema do Detran do estado. Estima-se que mais de 126 mil habilitações tenham sido vendidas pela quadrilha ao custo de R$ 3 mil cada; uma movimentação que ultrapassa os R$ 380 milhões.

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A fraude funcionava da seguinte forma: a quadrilha tinha como integrante Carlos Roberto Oliveira, programador que criou o sistema do Detran. Eles acessavam o sistema e geravam aulas fictícias para os alunos, sem que eles sequer tenham participado de alguma.

Outro membro da quadrilha é Wesley de Souza Cortinoves, que está foragido. Wesley era o responsável na negociação com as autoescolas para a prática do crime. Segundo o delegado responsável pelo caso, Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes da Informática, autoescolas de todo o estado estão envolvidas na fraude. O delegado ainda ressalva o risco da atuação da quadrilha por colocar nas ruas pessoas que não estão preparadas para dirigir, podendo causar problemas maiores.

Além de Carlos Roberto e Wesley, a Polícia suspeita de que um Major e um sargento da Polícia Militar façam parte da quadrilha.

A operação batizada de ‘Backdoor’ vinha investigando a quadrilha desde 2013, após denúncias feitas à corregedoria do Detran do Rio. Em nota divulgada, o Detran afirma que tomará todas as medidas necessárias para que as autoescolas envolvidas na fraude sejam descredenciadas.

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Além disso, os condutores que adquiriram as habilitações falsas serão indiciados e responderão, além do processo criminal, um processo administrativo, que poderá resultar na cassação da CNH.

O Detran informa que já realizou todas as mudanças necessárias em seu sistema, eliminando assim o programa infiltrado pela quadrilha.