O novo governo brasileiro garantiu ontem, 16 de maio, que os Jogos Olímpicos de 2016 serão inesquecíveis, apesar da crise Política, e negou que o processo contra a presidente Dilma Rousseff pode provocar um boicote de países latino-americanos, que são contra a sua saída. "Está tudo dentro da normalidade", disse Leonardo Picciani, depois de uma reunião entre o presidente interino Michel Temer, vários ministérios e as forças de segurança do Estado.

Temer disse que falou, na segunda-feira, com o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, para informar as prioridades do novo governo sobre os Jogos Olímpicos.

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"Foi uma conversa muito positiva. Temer reafirmou as garantias do novo governo para os Jogos Olímpicos, se referindo à preparação e à segurança pública", disse Picciani. Ele também negou que a recessão econômica e os cortes anunciados por Temer no orçamento do país afetarão os desembolsos previstos.

"Não há orçamento de risco e desembolso de dinheiro para os Jogos Olímpicos", disse ele.

Leonardo Picciani disse que "cerca de 100% das obras estão concluídas" e negou que os recentes atritos entre o Brasil e alguns países da América Latina poderiam ser um ponto negativo para os Jogos Olímpicos.

"Estamos convencidos de que todos os procedimentos do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, não foram golpe e ocorreram conforme a lei brasileira", disse Leonardo.

Nenhum país anunciou que vai boicotar os Jogos Olímpicos, mas o presidente salvadorenho, Salvador Sanchez Ceren, anunciou, no sábado, que ele não reconhece o governo interino, após a saída de Rousseff.

Dilma nega qualquer irregularidade, e descreve todo o processo contra ela como "golpe", da oposição para tomar o poder sem o apoio da população, que votou nela.

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Além disso, o Ministro do Turismo, Henrique Alves, disse ao executivo, que o evento poderá enfrentar alguns protestos da população contra os possíveis cortes nos gastos sociais e ele espera que as manifestações não afetem os jogos.