O confronto armado do dia 2 de junho que paralisou a vida de quem passava ou vive no bairro carioca Cidade de Deus – vizinho da Barra da Tijuca e de algumas sedes olímpicas – alerta para o problema da segurança pública, às vésperas dos Jogos Rio 2016. O tiroteio e as ações de grupos criminosos ocorreram em meio à divulgação dos protocolos de segurança a serem adotados nos dias dos eventos, que terá 85 mil agentes.

Segundo informações da Polícia, a confusão teve início com o assassinato de uma sobrinha de um traficante que domina a região. Revoltados, bandidos fortemente armados atacaram uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), localizada no bairro.

As vias públicas foram bloqueadas por criminosos em ação que atravessou a madrugada do dia seguinte.

Moradores locais relatam que foram impedidos de sair de casa por conta do grande tiroteio. Quem pretendia chegar em casa teve dificuldades. O transporte público teve de ser desviado, afetando o trânsito nos bairros vizinhos. No dia seguinte, as escolas suspenderam as aulas como forma de evitar vítimas.

Medidas de Segurança

Diante dos crescentes casos de Violência que surgem no Rio, pelo menos durante os Jogos 2016, teremos segurança máxima. A Comissão Estadual de Segurança Pública e Defesa Civil para os Jogos Rio 2016 anuncia o envolvimento de 85 mil profissionais. Serão 47 mil agentes de segurança e 38 mil militares da Força Tarefa envolvidos com o objetivo de dar tranquilidade ao Rio, durante o evento esportivo.

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Os profissionais seguirão quatro protocolos específicos para as áreas dos jogos – Barra da Tijuca, Deodoro, Copacabana, Maracanã e o Centro de Operações. Outros onze protocolos serão executados em áreas temáticas.

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, garante um Rio seguro. Ele disse que nenhum outro estado tem esses protocolos e que serão usados em grandes eventos nacionais.

Anistia Internacional alerta

Apesar do otimismo do secretário, a ação policial no Rio de Janeiro tem sido criticada por órgãos como a Anistia Internacional. A entidade promove em seu site uma lista de assinaturas contra a violência policial na cidade olímpica. A organização quer evitar o uso desnecessário e excessivo de força e as restrições ao direito à liberdade por parte dos policiais.  Em sua página, a Anistia Internacional denuncia que há inúmeros casos de execuções promovidas pelos agentes públicos.

E você? Acha que o Rio será mais seguro depois dos Jogos Olímpicos 2016?