Nesta quarta-feira (16) a Câmara de Deputados votou o projeto de lei que proíbe o uso do aplicativo Uber na cidade do Rio de Janeiro. A PL teve 32 votos a favor e nenhum contra o projeto. A votação foi vista como uma vitória para os taxistas, que protestam contra o aplicativo em todo território nacional. De autoria da vereadora Vera Lins (PP), o projeto de lei pede a proibição de uso de carros particulares que estejam cadastrados em aplicativos. No entanto a PL ainda terá de ser sancionada pelo prefeito Eduardo Paes.

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Ele também pode vetar.

No dia 5 de abril foi concedida, pela 6ª Vara de Fazenda Pública, uma liminar que garante aos motoristas credenciados do aplicativo o direito de exercer a atividade.

Vera Lins promete derrubar a liminar na Justiça.

De acordo com o site UOL, um grupo de taxistas estava em frente à Cinelândia para acompanhar a votação.O prefeito eleito, Marcelo Crivella (PRB), promete, no entanto, regulamentar o aplicativo.

Votação Uber x protestos

Enquanto ocorria a votação para a aprovação do projeto de lei para proibir o aplicativo de motorista particular Uber, servidores públicos protestavam em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro contra o pacote de medidas anunciado pelo governo estadual. Houve momento de confronto entre policiais e manifestantes. Vários servidores foram atingidos por bala de borracha e bombas de gás. Dois policiais chegaram a abandonar a tropa de choque para se juntar aos manifestantes.

Durante a manifestação, um grupo mais exaltado chegou a derrubar as grades colocadas no fim de semana pelo governo para conter os protestos.

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Nesse momento, houve um confronto mais intenso, deixando profissionais feridos. Jornalistas da Globo, que cobriam a manifestação, chegaram a ser hostilizados por certos grupos e tiveram que sair. No total, cerca de 500 homens da Força Nacional de Segurança foram convocados, a pedido do governador Luiz Fernando Pezão, que condenou a última invasão. Três carros da PM também faziam patrulhamento do local.