A notícia foi anunciada nessa manhã (30), comunicando que 40 milhões de reais em recursos serão repassados para o Rio de Janeiro durante três meses, além da liberação de 37 ambulâncias do Samu. E já no próximo mês, haverá um mutirão de cirurgias, que contará com a participação de seis hospitais federais, a aposta é de que 5.4600 cirurgias serão feitas ao longo do projeto. Atualmente, mais de 140 mil pessoas esperam vagas para realizar algum procedimento na rede pública.

O anúncio foi dado pelo prefeito e pelo Ministro da Saúde, em uma coletiva de imprensa no INTO (Instituto de Traumatologia e Ortopedia). A medida visa diminuir filas em cirurgias, consultas e exames pré-cirúrgicos de maior demanda na cidade.

A nova gestão da SMS também está sendo de grande ajuda na redução das filas, com 5,8% de atenuação nos cinco serviços com maior demanda atualmente, 0,5% na fila de odontologia e 2% nas consultas dermatológicas.

Entretanto, nada concreto fora falado sobre municipalização de 16 UPAs, promessa do atual prefeito Marcelo Crivella até o ano de 2018. Sobre o assunto, Marcelo apenas disse que veria os recursos do Estado, e logo em seguida mudou de assunto.

Com a crise do petróleo, o estado do Rio de Janeiro sofreu com uma queda na arrecadação dos chamados royalties, o que agravou severamente uma crise interna e financeira que vem de gestões anteriores, isso tudo somado à grave crise que todo o país passa atualmente.

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Política

Em 2016, o Rio declarou estado de calamidade pública e entrou no ano de 2017 com um rombo de 17 milhões de reais. Para controlar o problema, foi anunciado um pacote de medidas, que incluíam o aumento de impostos, reajuste no preço do Bilhete Único e redução de secretarias. A população não aprovou as mudanças e fez vários protestos.

Muitas obras foram paralisadas e o Rio de Janeiro deixou de receber 20 bilhões em impostos, salários ficaram atrasados, principalmente dos funcionários públicos, o 13º foi parcelado, e as primeiras parcelas só foram pagas nesse mês.

O investimento também não vai bem: o estado possui a pior nota de crédito do país, o que afasta os possíveis futuros investidores.

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