Nesta terça-feira, dia 24, a Justiça do Rio de Janeiro concedeu a liberdade provisória ao PM, Davi Santos Ribeiro, que estava preso no Batalhão Prisional da PM, na região metropolitana do Rio. Ele foi preso acusado de ser o responsável de dar o tiro que matou uma Turista espanhola que passava férias na cidade. María Esperanza Jimnéz Ruiz, de 67 anos de idade, morreu nesta última segunda-feira, na favela da Rocinha.

Em audiência de custódia, o juiz Juarez Costa de Andrade tomou a decisão.

O juiz comentou que, apesar do acontecimento trágico ter ocorrido e repercutido no Brasil e no mundo, o fato é que o profissional custodiado estava trabalhando, além de que o mesmo possui uma ficha de trabalho imaculada e não há indícios de que ele solto irá cometer outro crime à luz do dia.

O juiz também pontuou que o policial não tem condições psicológicas de voltar a trabalhar nas ruas do Rio de Janeiro e que, portanto, dever ser afastado do policiamento ostensivo.

Para o magistrado, o acusado deve exercer apenas serviços administrativos e deverá ficar longe de testemunhas, incluindo os colegas militares que atuaram junto dele na operação que acarretou a morte da turista na Rocinha.

A Divisão de Homicídios da Capital, o DH, pediu a prisão preventiva do tenente nesta manhã, tendo em vista que, segundo o delegado Fábio Cardoso, ele atirou tendo a intenção de matar já que os tiros foram dados em direção à cabeça dos passageiros do automóvel.

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Polícia

O soldado Eduardo Rangel, em depoimento prestado ao delegado do DH, contou que eles receberam informações que um carro suspeito estava circulando a favela, a partir daí eles ficaram no largo do Boiadeiro e pediram para que o mesmo parasse, sendo que o soldado disse que disparou uma vez para cima, sendo que o tenente atirou com o fuzil, duas vezes, contra o carro dos turistas.

O soldado contou que os agentes que estavam na ação receberam as informações de um carro suspeito circulando pela comunidade.

E que partir desse chamado, eles se posicionaram no largo do Boiadeiro e deram a ordem de parada que não foi respeitado. Ainda segundo o depoimento, o soldado disse que deu um disparo para o alto e o tenente atirou com o fuzil duas vezes contra o carro. Um desses tiros de fuzil acabou entrando pelo vidro, atingindo o pescoço da turista, sendo alojada no banco do motorista.

Depois de toda a polêmica, o governador do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), comentou nesta manhã que os policiais devem manter os procedimentos de abordagem atualizados.

E lamentou a morte da turista.

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