Jorge Picciani juntamente como os deputados do PMDB, Edson Albertassi e Paulo Melo, foram levados de volta para a prisão na tarde desta terça-feira (21). Eles foram conduzidos à Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. Após decisão do Tribunal Regional Federal, que votou pela volta deles para a prisão, eles se entregaram na superintendência da Polícia Federal.

Sérgio Cabral, ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, também está nesta cadeia. Os três deputados já tinham sido presos na semana passada, por condenação de crimes investigados na Operação Cadeia Velha, porém, em votação na Alerg, foram soltos na sexta-feira (17).

Esta decisão deixou até o ministro do STF Marco Aurélio pasmo.

Pesa sobre eles a suspeita de receberem bonificações para favorecer interesses de empresários do ramo de transportes dentro da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, lavando o dinheiro usado, através de criação de empresas e aplicação no ramo pecuário.

Albertassi se entregou, segundo a sua assessoria divulgou, às 15h22. O deputado Paulo de Melo se entregou logo em seguida. O deputado #picciani chegou uma hora depois. Eles foram ouvidos na superintendência da Polícia Federal, logo foram levados ao IML e encaminhados à penitenciária.

Decisão do TRF-2

A votação no TRF-2 foi unânime a favor da prisão dos deputados [VIDEO]. A Justiça Federal incluiu na decisão o afastamento dos deputados da Alerj.

O professor de direito constitucional, Guilherme Penã, afirmou que "Permanece a decisão #TRF-2", Ele disse que não compete a Assembleia conceder alvará de soltura.

"A assembleia não tem autoridade para efetuar a soltura, principalmente sem antes comunicar ao Poder Judiciário, para que o mesmo pudesse efetuar, se houvesse legitimidade, a soltura". Assim ele explicou a razão da reversão da decisão da Alerj.

Argumento da defesa

Os advogados dos deputados afirmaram que vão recorrer da decisão. Segundo o Dr. Nélio Machado, advogado de defesa de Picciani, a decisão do TRF-2 foi ilegal e inconstitucional.

A defesa afirmou que não teve um tratamento em igualdade por parte do tribunal. Afirmou que seu cliente está bastante chocado e abalado. "Picciani estava decepcionado, estava vindo de uma cirurgia, tem filho dependente dele, estava no processo de preparação para se defender e com a decisão de hoje, atrapalhou todo o processo. Vou trabalhar pela liberdade dele agora", disse o advogado Nélio Machado. #riodejaneiro