A empregada doméstica, Lucilene do Nascimento Lourenço foi denunciada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), nesta quinta-feira (7) sob a acusação de realizar, em sua residência, abortos ilegais e também por causar a morte de Glaicy Kelly, de 20 anos, após um procedimento que deu errado.

A vítima

Glaicy Kelly Sobral, estudante de 20 anos, se submeteu aos procedimentos de Lucilene no dia 27 de julho deste ano na casa de Lucilene e morreu um dia depois por conta de um grave quadro infeccioso. Quando ela se sumeteu ao #aborto, ela estava grávida de aproximadamente cinco meses, segundo informações de testemunhas ao Ministério Público.

A acusada

Lucilene do Nascimento Lourenço é empregada doméstica e não tem nenhuma formação técnica que lhe desse aval para realizar os abortos que fazia. Ela realizava os abortos em sua residência [VIDEO], sem nenhum instrumento cirúrgico e cobrava cerca de R$ 1.200,00 por aborto e realizava mais de 1 procedimento ao dia.

Ao ser ouvida, ela revelou total descaso pela vítima e por outra mulher que também estava hospitalizada por conta de aborto realizado por ela.

A acusação e prisão

O Ministério Público pediu a prisão preventiva de Lucinele porque acredita que, se solta, ela fará mais abortos irresponsáveis como os que vinha fazendo, colocando em risco a vida de outras pessoas.

Na denúncia do Ministério há o destaque para o pouco caso e naturalidade com que a empregada doméstica recebeu a informação da morte de Glaicy e não demonstrou nenhum remorso ou pesar ao saber que outra menina, que também havia sido submetida ao procedimento abortivo por suas mãos, estava hospitalizada.

Ela não se preocupava com o risco de morte imenso ao qual submetia as mulheres que pagavam pelo aborto e confiavam suas vidas à ela.

Outro ponto que o MPRJ destacou é o fato de que ela tentou destruir provas quando soube que estava 'encrencada', pedindo que uma testemunha destruísse o chip de telefone pelo qual se comunicavam, além de pedir para que ela dissesse à Polícia que nunca tinha visto a acusada, ou seja, a testemunha deveria dizer que não se conheciam.

Todo esse quadro, deu à Promotoria o direito de prisão preventiva para garantir que ela não fará outros abortos em sua casa, que também era uma 'clínica' clandestina.

A acusada que foi presa em outubro deste ano em sua residência, não terá o direito de responder em liberdade pelos motivos supra citados e Lucilene responderá pelos crimes de homicídio [VIDEO] duplamente qualificado (motivo torpe e emprego de meio cruel), além do crime da realização de aborto. #homicídio #Crimes