Nesta sexta-feira (8), houve a prisão preventiva de um policial militar, o cabo Jorge Luiz Aguiar da Silva, de 38 anos.

O cabo é acusado e será julgado pelo assassinato da jovem Hayssa Alves de Souza Andrade, de apenas 21 anos, que foi atingida na noite desta quinta-feira (7), por vários disparos de arma de fogo, por motivo banal. A vítima, apesar de ser socorrida pelos presentes (uma vez que após os disparos o PM fugiu do local), não resistiu aos múltiplos disparos e morreu no hospital nesta sexta-feira.

O cabo foi preso tão rapidamente porque havia testemunhas que, coerentemente, detalharam todo o acontecido, como você verá a seguir, o que ficou caracterizado como flagrante.

O laudo

O corpo da jovem tem 36 perfurações de arma de fogo. O cabo descarregou a arma no corpo da moça. Muitas das marcas de tiros encontra-se nas mãos e braços, quando a moça tentou se defender, mas não houve a menor possibilidade de defesa contra a Taurus de calibre 380, do policial.

O motivo

Várias testemunhas foram ouvidas e contaram que Hayssa estava se divertindo com outras duas amigas em um local, o mesmo em que encontrava-se Jorge, o policial. Ele tentou aproximar-se delas, mas elas não permitiram que ele ficassem na mesma mesa.

Uma das jovens começou a escolher músicas para ouvir do seu celular. Incomodado com o funk, o policial começou uma acalorada discussão, dizendo que aquele tipo de música era "música de bandido".

Uma vez começado o bate-boca e também de acordo com várias testemunhas, o cabo da PM mostrou várias vezes que estava armado e, em dado momento, Hayssa questionou: "Você vai me matar?" [VIDEO].

Jorge Luiz, o cabo, não hesitou, sacou a arma e atirou contra a jovem. Quando terminou o que pareciam incontáveis disparos, o policial abandonou a cena do crime.

A prisão

Logo após o crime, o policial foi preso por agentes do 40º Batalhão da Polícia Militar enquanto tentava se livrar de sua arma, que foi apreendida.

Os policiais que efetuaram a prisão afirmaram que Jorge Luiz apresentava sinais muito evidentes de embriaguez e chegou a assumir a culpa, entretanto, uma vez da delegacia, o policial usou seu direito de ficar calado para não produzir provas contra si mesmo e não confessou o crime [VIDEO], como havia feito anteriormente. O PM foi encaminhado sexta-feira (9) para a prisão da corporação, em Niterói, no Rio de Janeiro, onde aguardará o julgamento do flagrante.

Ao ser levado preso, o cabo cobriu a cabeça com uma camiseta para esconder o rosto dos fotógrafos locais.

O que você acha do que ocorreu? Que ideia faz de tanta violência em nosso país?