Suspeitos que estavam em dois carros roubados começaram a ser perseguidos por viaturas do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE), na Avenida Brasil, altura de Fazenda Botafogo.

Os policiais [VIDEO]receberam um chamado relatando sobre dois veículos com suspeita de roubo. Viaturas da localidade foram acionadas e logo fizeram um cerco para tentar parar os possíveis criminosos. Assim que os policiais se aproximaram dos veículos, foram surpreendidos com tiros. Dois ladrões acabaram sendo baleados, assim como dois policiais militares. Na fuga, outros dois criminosos acabaram entrando em um condomínio.

Sem terem para onde fugir, os indivíduos arrombaram a porta de um dos apartamentos do condomínio, e fizeram uma família refém.

Um dos envolvidos pegou a família, a colocou dentro do quarto e disse que não iria liberar ninguém. Assim que os policiais militares ficaram sabendo, acionaram o Batalhão de Operações Especiais (Bope), e os agentes entraram na residência para tentar convencer os indivíduos a se entregarem.

Segundo os próprios policiais do Bope, os bandidos estavam sob o efeito de drogas, o que acabou dificultando a negociação. Após uma hora de negociação, um dos ladrões disse que só iria se entregar se tivesse presente algum familiar. Sem opções, os militares acionaram a mãe de um dos envolvidos. Em seguida, chegou um advogado para ajudar na negociação. Após algumas horas, os assaltantes resolveram se entregar.

Depois da rendição, um dos criminosos que estava dentro da viatura sorriu para mãe e disse que estava calmo.

Em seguida, os indivíduos foram conduzidos até uma Delegacia da cidade sob um forte policiamento, pois havia a possibilidade de uma tentativa de resgate segundo os próprios presos, já que eles faziam parte de uma quadrilha da comunidade do Chapadão, especializada em roubo de carga. Os carros utilizados pelos criminosos foram apreendidos e levados para um pátio do Detran, e os donos serão informados.

O delegado de plantão, Gustavo Sousa, da Divisão de Homicídios, recebeu os presos e encaminhou os mesmos para um presídio temporário da região. A família refém também foi ouvida, que relatou para o delegado tudo o que havia acontecido. Logo em seguida, todos acabaram sendo liberados.

Moradores da localidade disseram que a presença da Polícia Militar na área é muito pouca. Um porta-voz da Polícia Militar se posicionou sobre o fato, onde relatou que não tem efetivo suficiente para cobrir toda as áreas afetadas pela criminalidade.