O motivo do assassinato da jovem de 21 anos de idade, Hayssa Alves de Souza Aguiar, promovido por um policial militar em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (8), foi devido a uma música que teria sido escolhida por ela para tocar na festas em que os dois participavam. Na ocasião, o policial atirou 20 vezes na jovem ,de acordo com a perícia [VIDEO].

Segundo o delegado responsável pelo caso, Fábio Cardoso, tanto o policial quando a jovem não se conheciam e foram participar de uma festa em uma rua da localidade. De acordo com uma parente da jovem, que era estudante de administração, cada uma das pessoas que estava na festa poderia escolher uma música.

Com isso, Hayssa escolheu para que se tocasse um funk.

O policial militar Jorge Luís Aguiar da Silva, de 39 anos de idade, não teria gostado da escolha da música e começou a discutir e ameaçar a jovem. A parente da estudante mencionou que Jorge deu um chute no copo de bebida de Hayssa, sacou sua arma e fez diversos disparos contra ela.

A jovem ainda chegou ser socorrida e foi levada para um hospital da região, mas não resistiu e acabou morrendo. Seu corpo será enterrado neste sábado (9), às 13 horas.

De acordo com o delegado da Delegacia de Homicídios [VIDEO], o policial militar teria ficado muito nervoso, pois a música escolhida por Hayssa seria de apologia ao crime. Uma amiga de Hayssa diz que, depois que a música foi escolhida para tocar, o PM teria se mostrado muito arrogante, truculento e mostrando sua arma o tempo todo.

Segundo ela, o policial dizia que aquilo era música de bandido. Em meio à discussão, o PM descarregou sua arma calibre 380 na jovem, acertando Hayssa com todos os tiros.

O laudo pericial concluiu que Hayssa possuía 34 perfurações causados pelos tiros. Cerca de 20 balas teriam entrado em seu corpo e 14 delas teriam saído. A maioria das perfurações estaria em seus braços e mãos, demonstrando claramente que Hayssa tentou se defender dos tiros na hora.

Hayssa também teria sido acertada na região da barriga e tórax. A polícia prendeu o policial militar em flagrante. Ele foi autuado por homicídio com a intenção de matar. Depois de prestar depoimento na delegacia, foi levado para o presídio da Polícia Militar.

Na segunda-feira (11), será encaminhado para uma audiência. A Delegacia da Divisão de Homicídios já teria pedido à Justiça que a prisão feita em flagrante seja preventiva e que o Policial Militar fique preso enquanto o caso não for julgado. #Perícia #identificada #Mulher