Nesta sexta-feira (8), um crime chocou os cariocas e o Brasil. Uma jovem de 21 anos foi covardemente assassinada por um motivo completamente banal. O caso aconteceu na cidade do Rio de Janeiro.

Na madrugada desta sexta-feira, Hayssa Alves foi assassinada covardemente depois de uma discussão. A vítima estava em uma festa, comemorando o aniversário de um amigo em Campo Grande, bairro localizado na Zona Oeste da cidade do Rio. O evento estava sendo realizado em um sobrado que fica em cima de uma hamburgueria, na Rua Camaipi.

Briga por música

De acordo com testemunhas, a jovem teria se desentendido com um homem, o policial militar Jorge Luís Aguiar da Silva, durante a festa.

O motivo do desentendimento seria a escolha de uma música. Segundo relato de uma prima da vítima, que não quis ser identificada, cada convidado tinha o direito de escolher uma música. Porém, na vez de Hayssa, o PM a interrompeu e começou a discutir e ameaçar a moça.

Testemunhas também disseram que, mesmo após Hayssa ter acatado e deixado o PM escolher a música, o militar insistiu na Briga, ameaçando a jovem. Os relatos impressionam devido à covardia praticada contra a mulher, por um motivo completamente banal.

As testemunhas contaram que o PM derrubou o copo de Hayssa, dando um chute no copo dela por não ter gostado de vê-la rindo após o incidente na escolha da música. Não satisfeito com a primeira agressão, o homem ameaçou matá-la e assim fez. A festa terminou em tragédia [VIDEO]. O PM disparou 26 vezes contra a moça.

Hayssa ainda chegou a ser socorrida e levada para o Hospital Municipal Rocha Faria, mas, infelizmente, não resistiu a tantos disparos.

PM pode ser expulso

O policial militar foi preso logo após o crime. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Capital (DH) e também já passou pelo exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Um inquérito foi aberto para investigar o ocorrido. De acordo com informações da polícia, Jorge será julgado pela Justiça comum e, quando for confirmado que ele foi o executor do crime, o policial poderá ser expulso da corporação mesmo antes da condenação. A Polícia Militar afirmou [VIDEO] que está acompanhando a investigação da Polícia Civil.

Hayssa Alves era filha caçula de três irmãs. Ela estudava Administração e estava cursando o terceiro período. Um tio da vítima lamentou e clama para que seja feita Justiça.

"Ela gostava de ir para festas. O amor de muitos está se perdendo. Esse cara matou a minha sobrinha por conta de uma música. Agora, fica a esperança que a Justiça de Deus e a dos homens sejam feitas (...) Ele destruiu famílias", afirmou o tio da vítima.