2

O compositor e sambista, Moacyr Luz, foi assaltado quando descia de um táxi na Avenida Presidente Vargas, indo para o sambódromo, para o desfile da escola de Samba Paraíso do Tuiuti. Levaram todos os pertences do músico e do motorista do táxi, incluindo a camisa da agremiação que iria usar na Sapucaí e uma fantasia da Mangueira.

Muito abalado, ele ainda desfilou na escola de samba, que teve o samba de sua autoria. O compositor ainda falou aos jornais da falta de segurança no local e em especial, nos dias de carnaval [VIDEO].

A atriz e rainha de bateria, Juliana Paes, foi abordada por assaltantes, que interceptaram o veículo onde estava.

O fato ocorreu no Viaduto 31 de Março, no Centro, já chegando à Marquês de Sapucaí.

Embora o governador do Estado do Rio de Janeiro, Pezão, tenha dito que o policiamento foi reforçado, os assaltos, arrastões e tiroteios não deram trégua, em toda a cidade.

Luiz Fernando Pezão (PMDB) falou que o efetivo policial foi aumentado em 17 mil militares neste período. Porém, até mesmo, na zona sul do Rio de Janeiro, os assaltos a moradores e turistas ocorreram por diversas vezes, nos mesmos locais, sem haver qualquer policiamento e apreensão de suspeitos.

A guerra entre traficantes e milicianos, que já dura mais de três meses, na Praça Seca, na favela Bateau Mouche, foi motivo de muito tiroteio no centro da cidade.

Viagem do prefeito à Europa

Alegando não haver verbas para custear os desfiles das escolas de samba para o Carnaval 2018, que foram para a Sapucaí com diversas formas de protestos e críticas contra o governo, a política, a corrupção e a falta de verba para o carnaval, o prefeito do município viajou para a Alemanha em plena data festiva.

Marcelo Crivella, sobrinho do pastor Edir Macedo, e também evangélico, não deixou em nenhum momento de demostrar sua reprovação a festa pagã, que figura não só na cultura do Rio de Janeiro, como do Brasil.

O prefeito deixou o município em uma viagem para a Europa, alegando estar em busca de novas tecnologias para auxiliar a segurança pública do estado. Ironicamente, esta mesma segurança falhou durante todo o período em que Crivella e sua comitiva estava ausente.

A escola de Samba Mangueira trouxe Crivella para avenida, representado por um boneco de Judas em uma de suas alegorias, sobre o som do enredo "Com dinheiro ou sem, eu brinco o carnaval'.

O Prefeito, na época de sua candidatura, havia anunciado que não cortaria a verba destinada ao carnaval, o que não ocorreu. Em visita ao sambódromo, ele anunciou que não estaria presente nos desfiles e que teria feito sua parte.