O atual presidente Michel Temer [VIDEO], assinou nesta sexta-seira (16/02), o decreto autorizando a intervenção federal no estado do Rio de Janeiro, que foi aprovado nesta terça-feira (20/02), pelo Senado, em Brasília.

Horas antes, a Câmara dos deputados já havia aprovado o decreto por 340 votos favoráveis e 72 contra. Logo após, aconteceu a votação do Senado [VIDEO], que contabilizou 55 votos a favor, 13 contras e uma abstenção. O decreto passou a vigorar logo após a assinatura do presidente Temer, porém, para continuar vigente até o dia 31 de dezembro de 2018, teria que ter a aprovação tanto da Câmara, como do Senado.

Intervenção aprovada

O decreto que aprovou a intervenção federal no Rio, foi publicado em edição extraordinária no Diário Oficial da União no mesmo dia da assinatura de Temer, e enquanto vigorar, terá como comandante o atual general do exército, que ficará responsável pela ordem no Rio por toda a vigência do decreto.

Assim, nesse período, a segurança pública do Rio de Janeiro passa a ser dirigida pelo Exército Brasileiro, ao invés das autoridades de estaduais, que é o comum em casos que não existam problemas de estabilidade na segurança de qualquer estado do Brasil.

Entre sexta-feira (16/02) e domingo (18/02), o número de disparos com armas de fogo surpreenderam as autoridades deixando 17 mortos e 16 feridos, sendo que a média de mortos e feridos entre as sextas, sábados e domingos, é em média de 15 vítimas, de acordo com relatório do app Fogo Cruzado.

O Estado do Rio de Janeiro sempre sofreu com a violência devido a sua própria formação geográfica, que facilita aos criminosos sua difícil localização pelas autoridades, além de disputas de facções por território que acontece com frequência, o que acaba aumentando o número de vítimas fatais tanto de criminosos como policiais e civis.

A intervenção federal [VIDEO] no Estado tem o intuito de controlar e minimizar todo esse quadro, que nos dias atuais está fora de controle e aumenta numa velocidade assustadora, e os órgãos estaduais com seus recursos não estão conseguindo manter a ordem no Estado Rio de Janeiro.

Com esse decreto em vigor até o fim deste ano, o governo pretende inibir a violência e o tráfego de drogas, dando para população mais tranquilidade para exercer seu direito de ir e vir, sem receio de serem vítimas desses traficantes, que dominaram o Estado por um todo, já há muito tempo, pois o treinamento e armamento do Exército Brasileiro é muito mais agressivo do que das autoridades estaduais.