A que ponto o Brasil chegou. Nem o colo da mãe, considerado pela maioria dos filhos um lugar sagrado e de total segurança e conforto, é seguro no Rio de Janeiro. Nessa segunda-feira (14), um bebezinho de apenas 7 meses foi atingido no ombro por uma bala perdida. O caso aconteceu dentro de uma escola da zona sul do Rio. De acordo com as primeiras informações, o bebê foi operado ainda na noite dessa segunda-feira e o estado de saúde é estável.

Testemunhas afirmam que a mãe do bebê (não identificada) foi ao Colégio São Vicente de Paulo, no bairro Cosme Velho, buscar o filho de 6 anos que estuda lá.

Ela aguardava dentro escola com o outro filho no colo, identificado apenas como Caique, quando foi surpreendida com os gritos do bebê e o sangue que escorria do ombro.

Naturalmente, a mãe se desesperou ao ver a cena. Ainda segundo testemunhas, ela gritou por socorro e correu em busca de um táxi para levar o bebê ao hospital mais próximo. A bala não atingiu nenhum órgão e ficou alojada no ombro. Caique foi levado a um hospital da rede privada de Botafogo onde, de acordo com informações ainda não confirmadas, passou por cirurgia e passa bem.

Servidores da escola e mães que estavam no Colégio São Vicente de Paulo no momento do ocorrido disseram que não ouviram som de tiro. Representantes da escola confirmaram o incidente, mas não souberam explicar o que teria acontecido. A Polícia Militar informou que, naquele momento, não houve troca de tiros com bandidos nos arredores da escola.

Dados alarmantes

Em 2018, pelo menos 18 pessoas já morreram vítimas de bala perdida no Rio de Janeiro. De 2007 a janeiro deste ano, segundo dados da Ong Rio Paz, 44 crianças foram mortas vítimas de balas perdidas em todo o estado.

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Polícia

Do ano passado até fevereiro deste ano foram registradas pelo menos 12 mortes de crianças.

Em julho de 2017, Arthur de Melo, ainda no útero da mãe, foi atingido por uma bala perdida. A mãe, de 28 anos, estava no local errado, na hora errada. Claudinéia Melo estava no 39º mês de gestação quando foi atingida por um tiro na barriga durante um confronto entre policiais e traficantes na entrada da favela do Lixão, na Baixada Fluminense.

O projétil perfurou o útero e atingiu o pequeno Arthur. Claudinéia foi submetida a uma cesárea de emergência.

O bebê nasceu com vida, mas não resistiu ao ferimento e morreu dias depois no hospital. Esse é apenas um entre as dezenas de casos registrados no RJ. Os números não param de subir.

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