Segundo as diretoras das escolas municipais do Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella, também bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, usa o ambiente escolar para “atendimento espiritual”. As diretoras também informaram a 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidade que os pastores da Igreja Universal solicitaram o uso do espaço para ações sociais da igreja, tais como: corte de cabelo, audiometria, dentistas, massagens, elaboração de documentos e assistência espiritual.

Além disso, os organizadores usaram uniformes com a logo da igreja, distribuíram panfletos e fixaram banners nas paredes da instituição acadêmica.

Esses acontecimentos vêm ocorrendo desde 2017 com o aval da Prefeitura do Rio de Janeiro.

O prefeito também é acusado de realizar uma reunião secreta no Palácio da Cidade, em que fazia um censo religioso com a guarda municipal e a concessão de títulos de utilidade pública para as igrejas. [VIDEO]

A promotora responsável pelo caso, Glaúcia Santana, levantou nove pontos durante as investigações. Se o prefeito Marcelo Crivella for condenado, terá que pagar uma multa de R$ 500 mil, além ter os direitos políticos suspenso e perder o mandato. No entanto, ele deve cumprir com as liminares propostas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, para não ser afastado do cargo.

Câmara decide nesta quarta-feira (12) o impeachment de Marcelo Crivella

Foram feitas duas denúncias de infração político administrativa na Câmara do Rio contra o prefeito Marcelo Crivella.

As denúncias foram feitas pelo vereador Átila Nunes e outra pelo deputado estadual Marcelo Freixo, junto com a presidente do diretório municipal do PSOL, Isabel Prado.

A causa foi uma reunião em sigilo, no Palácio da Cidade, em que Marcelo Crivella ofereceu aos membros da Universal cirurgias para curar catarata e varizes pelo SUS. O prefeito também mencionou a intenção de isentar os pastores de pagar o IPTU dos seus templos.

A sessão que definirá o Impeachment do prefeito está marcado para esta quarta-feira (12), às 14h, na Câmara do Rio de Janeiro.

O Ministério Público do Rio de Janeiro julgou a ação por improbidade administrativa contra o bispo Marcelo Crivella. Para a promotoria, o prefeito feriu o princípio legal do Estado Laico em sua gestão. O Ministério Público também afirma que, de acordo com a Constituição 19 da República, há separação entre Estado e Religião.