Nesta última terça-feira (18), uma senhora de 71 anos de idade morreu após dar entrada em Unidade de Pronto Atendimento em Petrópolis, no Rio de Janeiro ,. O filho revelou que a mãe morreu por conta da negligência dos funcionários da UPA.

Dentro da unidade de saúde, um vídeo foi gravado, mostrando a revolta na hora do atendimento à mulher. Adilson Neumamm, filho da paciente, estava transtornado.

Segundo ele, dentro da unidade de saúde sua mãe gritava muito por conta de dores abdominais e, mesmo sentindo muita dor, ela não foi transferida para um hospital, pois os funcionários da UPA disseram que transferências não podem ser feitas de madrugada.

Ainda de acordo com Adilson, sua mãe Sheila Neumann teria dado entrada na unidade de saúde na noite de segunda-feira (17) e, ao ser atendida pelos médicos de plantão, foram receitados apenas alguns remédios para dores. Logo após, os médicos realizaram um exame de raio X e fizeram uma lavagem intestinal na paciente a pedido do filho.

Adilson mencionou que logo a após a mãe passar pelo procedimento médico, ele próprio teve que limpar sua mãe e também o local do chão onde estava sujo. Depois disso ela foi levada para a sala vermelha da unidade em estado grave.

Descaso com paciente

Durante a madrugada de segunda para terça, as dores de Sheila começaram a piorar e, mesmo em estado grave, os médicos negaram a transferência da paciente para um hospital de emergência.

Adilson ainda contou que chegou a explicar para os funcionários da unidade de saúde, que sua mãe teria feito uma ultrassonografia na semana passada e que a médica que teria atendido ela também teria pedido uma tomografia da região do abdômen para verificar se ela possuía uma hérnia abdominal. Ainda segundo o filho da paciente, o exame pedido pela médica de Sheila estava marcado para a próxima semana.

O filho da paciente contou que Sheila pedia pelo amor de Deus para que alguém fizesse alguma coisa para ajudá-la, mas todos os seus pedidos foram negados. “Foi uma coisa tão absurda que eu iria chamar a Polícia, mas não tive condições física e psicológicas para isso, pois estava transtornado vendo tudo aquilo, era uma falta de amor muito grande por parte dos profissionais de saúde”, diz Adilson.

Na manhã de terça-feira, Sheila começou a sentir muita falta de ar, com isso, a irmã de Adilson que estava na sala vermelha com a mãe pediu para que os funcionários da UPA a colocassem no oxigênio, o que não aconteceu.

Adilson relatou que a transferência de sua mãe para um hospital de emergência estava marcada para às 8h da manhã de terça-feira, mas a ambulância só teria chegado as 9h na UPA, e estava lotada sem espaço para sua mãe no interior do veículo.

A solução seria se ela fosse transferida sentada e não deitada na ambulância, mas por conta de sua situação grave isso não poderia ser possível.

Com tudo, às 11h30 da manhã Sheila acabou vindo a óbito. De acordo com o laudo da morte, a paciente seria hipertensa e possuía diabetes.

Sheila foi enterrada na manhã desta quarta-feira (19) no Cemitério Municipal.

Por conta do descaso no atendimento médico, a família de Sheila pede justiça. Segundo Adilson, ele irá procurar a delegacia de polícia da cidade e registrará uma ocorrência.

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