Na última semana, quando as autoridades públicas anunciaram que iriam dar início à flexibilização do isolamento social no Rio de Janeiro, os moradores passaram a ficar cada vez mais confusos em relação às decisões que estão sendo tomadas pela autoridades no momento.

Isso porque os decretos da prefeitura e do Governo estão se mostrando divergentes entre si. O estado tem recomendado que seja feita a reabertura de bares e restaurantes, no entanto, o município tem vedado a reabertura. Neste caso, a regra que irá prevalecer será a da cidade.

Confusão no Rio de Janeiro

A confusão acabou se tornando maior ainda quando a Justiça determinou nesta última segunda-feira (8) que nenhum dos dois decretos que foram feitos, tanto do estado quanto do município, valia mais.

E, novamente, a decisão que veio da Justiça também não teve uma duração favorável, visto que não seguiu sendo válido nem mesmo por um dia, já que na terça-feira (9) o próprio Tribunal de Justiça acabou derrubando a liminar que foi determinada anteriormente negando como válidas as determinações do estado e cidade.

Diante disso, os cariocas estão com várias dúvidas a respeito do que se deve levar em consideração no momento. Entre as principais dúvidas está o fato de frequentar de praias, uma vez o decreto permitiu que sejam feitas atividades esportivas na água, no entanto, não permitiu que seja feito o banho de mar.

A permissão seria publicada pela manhã, porém, acabou sendo publicada somente durante a tarde, e quem acordou cedo acabou descumprindo o isolamento.

Outra questão é referente às igrejas. De acordo com o decreto municipal, está permitido o funcionamento, porém, uma decisão que foi tomada peça Justiça impede que seja feita a realização de cultos em templos por toda a cidade.

Na terça-feira (9), a Alerj aprovou um projeto que dá autorização para que o governo possa abrir os templos.

Entretanto, o Executivo já contava com este poder. De acordo com Marcelo Crivella, com a decisão do TJ, as regras da prefeitura voltaram a valer, e as igrejas poderão abrir.

Já em questão de bares e restaurantes, o decreto de Witzel permitiu que fosse feita a reabertura destes locais a partir de sexta-feira à noite.

Já no sábado, Crivella declarou que os estabelecimentos da capital deveriam permanecer fechados. Desta forma, o que prevalece agora é a decisão municipal.

No último dia 2, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, havia anunciado a autorização de atividades ao ar livre na orla, logo pela manhã seguinte. No entanto, de acordo com o que foi publicado no Diário Oficial, o cidadão que saiu de casa desavisado, pelo fato de que a decisão foi somente publicada na terça-feira a noite, acabou descumprindo a regra do isolamento social neste caso.

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