A partir deste domingo (5) o consumidor paulistano desavisado terá uma surpresa ao ir às compras. As sacolinhas gratuitas e pouco resistentes disponibilizadas aos clientes deixarão de existir. Serão substituídas por novas sacolas, produzidas com, pelo menos, 51% de matéria-prima de fonte renovável, maiores e mais rígidas, de duas cores diferentes: verde e cinza. As primeiras deverão ser utilizadas pelo consumidor para descarte de lixo reciclável, enquanto as segundas servirão para lixos orgânicos e rejeitos.

Em caso de descumprimento da nova lei, os supermercados estarão sujeitos a pagar multa variável entre R$ 500 e R$ 2 milhões. Já o consumidor que não seguir as regras de descarte, estará sujeito à advertência e, em caso de reincidência, multa de até R$ 500,00. A Prefeitura afirma que, em um primeiro momento, a fiscalização será realizada apenas por meio de denúncias, feitas pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor ou pelo número 156.

As novas sacolinhas, entretanto, possuem um inconveniente: são mais caras. E a conta será paga pelo consumidor que, a partir deste domingo, passa a pagar entre R$ 0,08 a R$ 0,10 por sacola. De acordo com os supermercados, o preço para produção das novas sacolas é muito superior ao das antigas, que custavam em torno de R$ 0,04. Isso inviabilizaria a distribuição gratuita das mesmas, sendo, por esse motivo, repassado o custo ao paulistano.

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De acordo com a Prefeitura, a padronização das novas sacolas terá impacto positivo, primeiramente, na coleta seletiva. A divisão dos resíduos em sacolinhas diferentes, marcadas pelas cores, é uma forma de estimular os cidadãos a separar adequadamente o lixo produzido. Além disso, a composição das novas sacolas é mais facilmente degradável, gerando um impacto positivo para o meio ambiente.

Grande parte dos consumidores reclamam em terem que arcar com o prejuízo.

Muitos acreditam que o valor das novas sacolinhas deveria ser retirado do lucro dos grandes supermercados, que, de acordo com eles, já seria suficientemente grande.

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