Sobe o número de unidades escolares ocupadas em São Paulo por alunos de escolas de todo o estado, contrários à reorganização escolar, anunciada pelo Governo em setembro deste ano.

A proposta visa separar as escolas por ciclos, ou seja, ensino fundamental I, ensino fundamental II e ensino médio, a partir do próximo ano. A medida irá atingir cerca de 310 mil alunos, que deverão ser transferidos e serão fechadas cerca de 91 unidades, que, segundo o governo, devem virar creches ou ETECs.

O número de adesão às ocupações aumentou de 108 para 151, na terça e quarta-feira, exatamente no dia em que são aplicadas em todo o estado a prova do Saresp, exame que avalia o nível de ensino-aprendizagem das escolas e são usados como parâmetro para pagamento de bônus para funcionários das escolas e professores, caso a escola supere as metas estabelecidas.

Estavam previstas as avaliações de um milhão e duzentos alunos da rede estadual de São Paulo. Os alunos que tiveram suas escolas ocupadas não realizaram a avaliação, pois as aulas estão suspensas desde o início das manifestações e não há previsão para serem encerradas.

A ocupação está acontecendo mesmo em escolas que não serão afetadas pela nova medida do governo, e, segundo os manifestantes, a intenção é para se solidarizar com os alunos e professores que serão afetados pela reorganização, mas também como forma de protestar contra as péssimas condições de infra-estrutura das escolas, falta de materiais e superlotação nas salas de aula.

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou, no último dia 23, por unanimidade, um pedido de recurso de reintegração de posse das escolas que estão sendo ocupadas desde o início de novembro.Três desembargadores entenderam que o movimento é de Manifestação e que não cabe a reintegração nesse caso, principalmente porque o governo de São Paulo não perdeu a posse das escolas. A Justiça espera que haja uma conciliação entre as partes envolvidas, que ainda não aconteceu.

"A reorganização não está em discussão.

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A reorganização está mantida. Como nós estamos falando do período letivo do ano que vem, que começa em fevereiro, a linha proposta é que durante o mês de dezembro esse trabalho ocorra na escola, na diretoria de ensino, para que eu receba a sistematização das propostas. Não tem cessar", afirmou o Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Hermann Voonwald.

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