Após a série de protestos e ocupações nas escolas no estado de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin resolveu suspender a medida que visava reorganizar escolas por ciclos, transferir alunos e fechar mais de 90 escolas no estado.

A medida anunciada em setembro não foi bem aceita por estudantes, pais de alunos e professores, que teriam suas vidas afetadas a partir de fevereiro de 2016.

Desde que o projeto foi anunciado, houve uma onda de protestos no estado e a partir do mês de novembro várias escolas foram ocupadas por estudantes que exigiam um diálogo do governo e o recuo do projeto.

Nos últimos dias, os estudantes bloquearam vias movimentadas em horários de pico, a Polícia Militar, para dispersar os manifestantes, utilizou bombas de gás lacrimogênio e gás de pimenta. Há relatos de estudantes que alegam ter apanhado da polícia de São Paulo.

A notícia da suspensão da reorganização foi recebida com festa e choro pelos manifestantes que protestavam na Praça da República, região central de São Paulo.

Na última quinta-feira (3),o Ministério Público e a Defensoria entraram com uma ação pública contra o governo pedindo a suspensão do projeto.

Para o promotor da Geduc, João Paulo Faustinoni e Silva, a proposta segue um “modelo não democrático” pois não foi debatido com a sociedade e com as universidades.

A ação pede também a apresentação de uma agenda para o próximo ano, promovendo amplo debate com a comunidade, alunos e professores, que usariam o ano de 2016 para discussão da proposta.

Hoje foi mais um dia de protestos na cidade com manifestações em diversos pontos. Na Avenida Faria Lima, a polícia militar dispersou os manifestantes que bloqueavam a via com bombas de efeito moral.

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Educação Política

A suspensão da medida foi anunciada as 13h pelo próprio Alckmin."Em respeito a mensagem dos estudantes e seus familiares com dúvidas e preocupações sobre a reorganização, decidimos adiar a decisão e discuti-la com estudantes e em especial com pais de alunos", disse o governador no Palácio dos Bandeirantes.

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