No início do mês de janeiro de 2016, Fernando Haddad (PT), prefeito de São Paulo, decidirá se permitirá ou não o uso do aplicativo Uber, que é um serviço transporte privado urbano.

Em setembro de 2015 havia sido criada uma comissão composta por vereadores e eles proibiram a utilização do app, como meio de exploração para transporte de passageiros, pois o táxi é dito como público. O poder Executivo aproveitou a abertura desse grupo para poder permitir o uso do Uber em São Paulo.

O prefeito se reunirá com o SP Negócios, que faz parte do comitê juntamente com as secretarias de transporte, finanças, negócios jurídicos e decidirão sobre o destino do Uber.

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Serão realizados estudos para análise sobre os novos tempos, pois há uma tendência em todo o mundo no uso do aplicativo.

Rodrigo Pirajá (diretor presidente da SP Negócios) é a favor que se regulamente o serviço. De acordo com ele é ruim ter o vácuo normativo, é necessário que haja regras para traçar os métodos a serem adotados e definir como será utilizado. Rodrigo diz que utilizam o espaço público como meio de comércio.

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O chefe de gabinete Ciro Biderman, da pasta de transportes é um dos membros do grupo e para ele a falta de lei cria uma concorrência e que é preciso ter a regulamentação nos transportes. O que ocorre atualmente no setor é uma briga entre taxistas e motoristas que fazem uso do Uber. Eles não se entendem, os motoristas de táxi são regulamentados e estão de acordo com a lei, pagam impostos e ainda enfrentam a concorrência dos colegas de Trabalho.

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Eles não aceitam que os clandestinos trabalhem e roubem os clientes, pois para eles é uma afronta e se sentem indignados. A CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) fez a publicação de um estudo sobre a utilização do Uber e o que ele representa "uma demanda reprimida” e pediu que a prefeitura oferecesse soluções.

A Uber informou que está de acordo com a prefeitura e com a CADE sobre a regulamentação e espera uma resposta e devidas conclusões de estudos sobre o caso.

Neste 16/12 ocorreu uma manifestação dos taxistas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, pois eles são contra o Uber, estão trabalhando há anos na área e se sentem ameaçados pelos novos concorrentes, pois poderá acarretar a queda da sua clientela.

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