A boate Cantho, acusada pela atriz Viviany Beleboni de discriminar travestis e transexuais, se pronunciou nesta semana sobre a acusação. Viviany afirma que a Cantho cobra uma "multa" de 400% para travestis e transexuais frequentarem o estabelecimento. De acordo com ela, quem é cisgênero (pessoas que se identificam com o gênero determinado no momento de seu nascimento, de acordo com sua genitália) paga R$ 30 para entrar nas festas realizadas na casa, enquanto que as travestis e transexuais só podem entrar se pagarem R$ 150. A Cantho divulgou um comunicado negando a discriminação, mas não revelou os valores cobrados para cisgêneros e transexuais.

Confessou, entretanto, que cobra valores diferenciados, a depender do tipo de festa.

"Referente aos recentes boatos, cumpre esclarecer que a Cantho Club jamais discriminou alguém por sua identidade de gênero. A Cantho Club recebe semanalmente diversos projetos, muitos deles destinados ao público gay masculino, onde como em várias outras casas, este público tem direito a desconto em lista, o que acaba gerando um valor maior para o gênero feminino. Por outro lado, já fizemos festas destinadas ao público lésbico, a qual naturalmente homens tinham um valor de entrada maior", comunicou a boate em uma rede social.

O comunicado, entretanto, não entra no cerne da questão: quais são os valores cobrados para a entrada de travestis e transexuais e porquê este público precisa pagar mais caro. Questionada pela Web News Viral/Blasting News sobre qual o valor cobrado nas festas voltadas ao "público gay masculino" e ao "público lésbico", a porta-voz da empresa, Fernanda Montuori, se esquivou.

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"Não temos como (passar este valor), uma vez que estes valores variam de festa para festa. Temos festas onde todos pagam a mesma quantia, como festas onde os valores variam de R$ 40  a R$ 100", explica. 

Comunicado deixa dúvidas em aberto

A Cantho justificou em seu comunicado que, quando a festa é voltada ao público masculino, mulheres pagam um valor maior. Quando é realizada para o público feminino, são os homens que pagam a mais. Desta forma, a reportagem perguntou à Fernanda se já houve alguma festa voltada ao público transexual. "Na Cantho, até o momento, não tivemos nenhuma proposta de locação para um evento destinado ao público transexual, mas caso alguém se interesse estaremos de portas abertas para eventual negociação, sem dúvida nenhuma", disse. Infere-se, portanto, que a boate cobra um valor maior para travestis e transexuais em todos os seus eventos.  #Homofobia #Direitos Humanos