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Com a Crise econômica e social crescendo a cada dia no país, as grandes cidades tendem a assistir um aumento assustador da população de Moradores de Rua, pessoas que perderam seus lares porque, desempregadas, não conseguem pagar aluguéis, dentre outros motivos como consumo de álcool, drogas, desentendimentos familiares e outros.

Em São Paulo, a maior e mais rica cidade do Brasil, os mendigos são vistos como incômodo, um problema a ser resolvido na base do descarte. A conclusão se justifica com breve análise nos dados das políticas públicas de atendimento voltadas à esta população: o número de vagas disponíveis nos albergues da prefeitura é muito aquém da demanda e a precariedade das instalações faz com que os moradores de rua prefiram encarar as madrugadas gélidas da capital paulista a passar suas noites em locais com mau cheiro, pouca oferta de alimentação e com riscos de contrair doenças como a tuberculose, por exemplo.

A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) conta com mais de 15.900 moradores de rua, segundo revelou censo realizado no ano passado. Pouco mais da metade destes, cerca de 54% - ou algo em torno de 8.570 pessoas - estão abrigados.

O número de vagas permanentes para moradores de rua pernoitarem nos albergues é de 10 mil, segundo informações da prefeitura municipal, que também divulgou que foram criadas mais 1.400 vagas, oferecidas de forma emergencial em razão das quedas nas temperaturas na cidade.

Mesmo com o maior número na oferta de vagas, muitas pessoas acabam não indo para os albergues em razões de regras que devem ser observadas e cumpridas nestas instituições como, por exemplo, o horário de saída dos locais, das 6h às 7h. Outros fatores que dificultam a entrada de mais pessoas são a ausência de espaço para que carroças sejam estacionadas, pouca higiene nas instalações, a proibição da entrada de animais de estimação e a falta de vagas para famílias nos albergues.

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Para encarar o frio, a opção de muitos em situação de rua na madrugada paulistana é andar durante toda a noite e deixar para dormir só quando o sol já estiver sobre a cidade, segundo disse o morador de rua Joel de Souza, de 35 anos.

Nesta segunda-feira (13), a capital paulista alcançou a menor temperatura desde junho de 1994, quando a mínima havia chegado aos 2ºC: na Capela do Socorro, zona Sul, foi registrada a marca de 0ºC. A média na cidade ficou em 3,6ºC, conforme medição do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).