Nesta última sexta-feira (21), o casal Igor do Amaral Dias, de 20 anos, e Bárbara Santos Oliveira, de 18 anos, foram detidos sob a acusação de torturar a própria filha de apenas quatro meses de vida, em Santo André, no ABC paulista. Segundo a Polícia Militar, que foi chamada para registrar o caso, as agressões só foram descobertas por  que o próprio casal teria levado a bebê ao pronto atendimento no hospital do bairro Cidade São Jorge.

Os médicos que atenderam a lactente perceberam sinais claros de maus tratos contra a criança que estava muito machucada. Diante das evidências de violência, a polícia foi chamada e o casal de jovens preso em flagrante.

A menina apresentava inúmeras lesões como nariz, pés e braços quebrados, queimaduras de cigarro, hematomas e equimoses na cabeça, o nariz achatado e com sangue, ferimentos na sola dos pés, e possíveis lesões na genitália.

Constataram-se ainda em radiografia que a criança tinha sinais de fraturas ósseas anteriores, e que vinha sofrendo as agressões a muito tempo, inclusive de possíveis abusos sexuais.

O casal foi preso e encaminhado para a 3º Delegacia de Polícia (Vila Pires), onde foi feito boletim de ocorrência, com o registro de tortura, pela denúncia feita pelos vizinhos. No local foram tomadas as providências iniciais para as investigações.

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A criança foi internada na Unidade de Terapia Intensiva no hospital regional e não corre risco de morte, mas deverá passar ao longo dessa semana por uma avaliação acurada da equipe médica. Ela chegou para ser atendida gemendo, com febre, e com sinais de fraqueza já sem forças para chorar.

O casal mostrou frieza durante a prisão e continuou sustentando a fala de que a menina havia apenas caído da banheira durante um banho.

No entanto, a mãe posteriormente admitiu as agressões contra a filha, por não ter paciência com a criança. Foram realizadas buscas na casa do casal, e os investigadores encontraram vestígios de sangue nas paredes e em uma fralda.

A perícia será realizada pelo Instituto de Criminalística e pelo IML. Algumas testemunhas disseram que os pais não deixavam que os outros familiares visitassem o local e os vizinhos relataram que havia sim agressões contra a criança.

A assistente social que cuida do caso disse que cabe agora à promotoria decidir quem ficará com a guarda da criança depois que a mesma sair do hospital.

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