Monica de Oliveira Portela tem apenas 26 anos e reside no Franco da Rocha, região metropolitana de São Paulo. Na última semana, a jovem terminou seu curso de formação para a carreira de policial militar em São Paulo e já está pronta para ir as ruas servir e proteger. A duração do curso de preparação é de um ano e o primeiro semestre é baseado apenas em aulas teóricas, com pouca atuação de policiamento; já o segundo semestre é totalmente voltado para simulações diárias, presenciadas no dia a dia militar.

Monica estagiava em empresas de rádio e TV, mas em 2014 decidiu tentar realizar o sonho que tinha quando era ainda criança. Fez o concurso para a Policia Militar de SP e, para sua felicidade, conseguiu passar.

Segundo a PM recém-formada, ela não gosta de ficar pensando no que pode acontecer, pois fica ansiosa, mas diz ter certeza de que terá a atitude certa e na hora certa, sempre que precisar. Afirma também que estará sempre preparada para defender a vida de alguém, sempre que necessário.

Mulheres na carreira policial

Atualmente ainda existe um grande preconceito acerca de algumas mulheres estarem seguindo a carreira policial. Uma pesquisa informou que, dos 85 mil policiais militares do estado de São Paulo, apenas 11% são mulheres, mas a recém-formada negou ter sofrido qualquer tipo de preconceito. Disse que, no início teve uma dificuldade maior nos treinamentos do que os demais colegas homens, além de afirmar que o tratamento para homem e mulher é igual, e só teve dificuldades no início porque os exercícios físicos eram muito desgastantes.

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Polícia

Monica também acrescentou o fato de que não é verdade que mulher é o sexo frágil e que a policial feminina é sim importante nas ruas, pois nos casos de violência sexual, às vezes, o contato feminino com a vítima torna mais fácil conversar e resolver a ocorrência.

Monica afirmou que, além do sonho de ser policial desde criança, sempre esteve rodeada de exemplos policiais, como é o caso de seu namorado que atualmente também é policial militar e atua como segundo-sargento do Corpo de Bombeiros.

Já seu pai, apesar de trabalhar como caminhoneiro, prestou serviço militar obrigatório durante sua adolescência e hoje é um grande admirador da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), que é uma tropa reserva do Comando Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

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