Mesmo em épocas normais do ano, quando a umidade do ar e o volume de chuvas estão em condições satisfatórias, a poluição no céu de São Paulo já causa algum incômodo na Saúde do habitantes da cidade. Quando uma sequência de mais de quarenta dias sem chuvas se apresenta é que as coisas pioram ainda mais. Neste sábado, a capital paulista completou seu 46º dia sem volumes significativos de chuvas, deixando o céu da metrópole ainda mais cinza.

Esta é a quarta maior seca já registrada pelo prefeitura em São Paulo. O recorde negativo pertence ao ano de 2012, quando a cidade registrou 62 dias sem chuvas, entre julho e setembro. Em 2010, na segunda pior sequência, foram 52 dias de estiagem. E mais recentemente, em 2017, a capital paulista amargou 50 dias ininterruptos de seca.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), que desde 1995 monitora esses dados, chuvas significativas são as precipitações que vão além de um simples chuvisco ou de uma garoa, fatos esses até registrados nos últimos dias na cidade.

Porém, foi somente no último dia 13 de junho que uma chuva significativa realmente aconteceu, fazendo a cidade, inclusive, entrar em estado de alerta devido aos alagamentos.

Umidade baixa causa preocupação

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), índices de umidade do ar inferiores a 60% são inadequados para a manutenção da saúde humana. E em São Paulo, esse índice tem ficado abaixo dos 30% nos últimos dias.

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Saúde

A falta de chuvas e a baixa umidade faz com que idosos, crianças e pessoas que já possuem problemas respiratórios, sofram ainda mais neste período. Problemas de saúde, como olhos e narinas ressecadas, dor de cabeça, cansaço, viroses e alergias respiratórias, acabam se tornando muito mais comuns para essas pessoas durante a estiagem.

Como prevenção a esses problemas, os médicos recomendam que em dias de umidade muito baixa, como nos últimos, se evite praticar exercícios físicos entre onze horas da manhã e cinco horas da tarde.

Além disso, é fundamental que se beba muito água e se umidifique os ambientes dentro de casa e no trabalho com vaporizadores, baldes com água ou toalhas molhadas. Os especialistas ainda indicam que proteger-se do sol e prevenir o ressecamento das mucosas e da pele também ajuda a combater o problema.

Com a falta de chuva os efeitos nocivos da poluição são ampliados devido ao acúmulo de poluentes expelidos pelos veículos.

As partículas acabam ficando suspensas no ar por muito mais tempo e sendo inaladas com mais facilidade pelas pessoas. Esse acúmulo de partículas termina por prejudicar a troca de gases pelo sistema respiratório, aumentando as chances de doenças serem contraídas.

Segundo os meteorologistas, a possibilidade de chuva deve aumentar entre domingo (29) e terça-feira, podendo, enfim, encerrar a seca e aliviar um pouco os problemas respiratórios de boa parte da população.

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