São Paulo vive a maior estiagem da sua história, ou pelo menos, dos últimos 50 anos. A falta de água é uma realidade preocupante. Estamos vivendo um problema de abastecimento que começou em fevereiro deste ano. Mesmo que a SABESP negue que havia falta de água, a população que vive nas áreas mais altas da capital, bem como, os bairros mais afastados da cidade, perceberam e estão sofrendo até o momento com essa crise hídrica.

E, ao que tudo indica, continuaremos na mesma situação, pois as chuvas esperadas para essa época do ano não aconteceram como se previa.

O colapso que estamos vivendo com a falta do abastecimento de água não tem somente nos fatores climáticos a sua principal razão, mas sim na incompetência dos políticos, administradores e órgãos públicos que fecharam os olhos para um problema que estava previsto para acontecer há muito tempo atrás.

A SABESP é responsável pelo desperdício de 31% da água que é distribuída por sua rede, devido a falhas técnicas, como encanamentos velhos e sucateados. Além de que, o problema de déficit do reservatório da Cantareira já tinha sido identificado em 2009 por órgãos fiscalizadores e nada foi feito.

Com os problemas de má gestão dos órgãos responsáveis pelo abastecimento de água, aliado aos problemas técnicos de uma rede sucateada, da falta de vontade política e dos fatores climatológicos que não foram favoráveis, gerou-se a equação perfeita para acontecer a crise hídrica pela qual estamos enfrentando.

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O ridículo de tudo isso, é a postura que a SABESP tomou e mantém. Negou desde um primeiro momento, ou seja, desde fevereiro do corrente ano, que em São Paulo tinha problema com falta de abastecimento e afirmou que não faltaria água. Quanto ao racionamento estaria descartado, pois o reservatório da Cantareira teria um volume morto suficiente para abastecer a cidade por vários meses, o que não é verdade.

Nós, cidadãos que vivemos em São Paulo, sentimos no dia a dia a falta de água. Percebemos que ao abrir a torneira não temos água. Mudamos nossos hábitos, não lavamos o carro, não lavamos as calçadas, o banho é mais rápido... Enfim, fazemos nossa parte. E o que a SABESP faz? Veja:

  • Reduz a pressão da água além dos limites permitidos, prejudicando ainda mais a população;
  • Anuncia aumento da tarifa da água para os próximos meses.

E o pior de tudo isso.

É ser tratado como idiota! Pois, ao ligar na SABESP para saber quando retorna a água, temos que escutar que não há problemas com a falta de água. O que pode estar ocorrendo é um problema interno no imóvel.

A agência ARSESP, detectou esta semana que a SABESP está operando com a pressão da água fora dos padrões permitidos, o que afeta mais a população. E aí, vem o governador Geraldo Alckmin defender a companhia de Saneamento Básico de São Paulo (SABESP), de que a empresa jamais prejudicaria a população e que as acusações não procedem.

Mais uma vez, sobrou para a população que tem que engolir sapo no seco para economizar água.

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