Gaiolas de tamanho menor que um papel A4 para galinhas poedeiras. Porcas presas em gaiolas para economizar espaço e não esmagar os seus filhotes. Esses são exemplos comuns de encontrar no dia a dia das maiores empresas do setor de alimentos. Mas esse cenário pode estar com os dias contados e os Animais, prestes a terem dias melhores e com mais bem-estar.

Grandes empresas do setor estão começando a adotar medidas para garantir o conforto e bem-estar do animal durante a sua vida antes do abate.

Até então, essa preocupação era algo exclusivo de ONGs sobre o tema e consumidores preocupados com o assunto, que muitas vezes buscavam alimentos orgânicos e de fazendas que se preocupavam com esses pontos.

A Unilever, por exemplo, que detêm as marcas Arisco e Hellman's, é uma das que prometeu financiar pesquisas de métodos que evitem a morte de pintos machos, que acabam morrendo já no primeiro dia de vida por não porem ovos.

Uma possível alternativa para esse problema seria determinar o sexo dos pintinhos antes de seu nascimento e encontrar uma forma de fazer nascer apenas fêmeas.

Segundo Paola Rueda, do World Animal Protection, a pressão por essa preocupação com o bem-estar dos animais partiu dos próprios consumidores, que cada vez mais buscam se alimentar de forma mais consciente e ética. Essa entidade, em conjunto com a BRF, detentora de marcas como Perdigão e Sadia, assinaram em novembro desse ano uma carta de intenção de comprometimento às práticas de bem-estar animal.

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Animais

Na carta de intenção, há o início do sistema de gestação coletiva de suínos em 12 anos, por exemplo. A sustentabilidade e bem-estar animal já é uma realidade na Europa e começou a dar os seus primeiros passos no mercado brasileiro.

A Nestlé, outra gigante do setor, assinou acordo para começar a seguir normas rigorosas de proteção aos animais. Entre os requisitos, há o espaço mínimo para criar bois e vacas, proibindo que eles fiquem amontoados e permitindo que eles expressem os comportamentos que são de sua natureza.

Apesar de possíveis primeiros passos, as indústrias do Brasil ainda estão longe do ideal quando o assunto é o bem-estar animal. Há apenas um certificado - o Certified Humane - que garante a produção de animais sem qualquer tipo de sofrimento.

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