O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o Ministério Público dará uma resposta firme àqueles que "assaltaram a Petrobras". Fez a afirmação ao lado do Ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso. E assim também comparou as denúncias de corrupção como um incêndio de grandes proporções e pediu a substituição da atual diretoria. Sabedora das afirmações, a presidente Dilma ordenou ao Ministro que convocasse uma entrevista para explicar que não havia provas para trocar integrantes da diretoria.

Rodrigo Janot afirmou ainda: "Corruptos e corruptores precisam conhecer o cárcere e devolver ganhos espúrios que engordaram suas contas às custas da esqualidez do Tesouro Nacional e do bem-estar do povo".

No Congresso, o deputado Marco Maia (PT-RS) apresentou seu relatório na CPI mista sem solicitar indiciamentos, sem envolver políticos com o esquema de corrupção na Petrobras, um documento inócuo, irrelevante.

Às vésperas desse relatório, a presidente Dilma sancionou a lei que cria o dia especial para a massa. Se foi o Congresso (onde tudo acaba em pizza) que votou a lei e confeccionou o relatório, pergunta-se: Que massa, macarrão ou pizza? A CPI mista elogiou a compra de Pasadena e apontou irregularidades na Abreu e Lima. A oposição criticou o relatório e prometeu apresentar um relatório paralelo, aceitável.

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A Procuradoria denunciou 36 pessoas por corrupção, sendo 25 de grandes empresas, dentro de um esquema de três núcleos: o 1º, das empreiteiras através de obras contratadas que ocasionavam as propinas; o 2º, dos funcionários da Petrobras que garantiam a assinatura de contratos superfaturados; o 3º, dos operadores funcionais, cujos serviços - que quase nunca existiam - eram para "lavar" o dinheiro (propina).

Dependentes desse terceiro, os beneficiários, para quem os operadores repassavam o dinheiro, em espécie ou por remessa para o exterior.

Que instituição, órgão ou partido pode ter responsabilidade pela corrupção que impregnou de crise a Petrobras? Como tudo começou? Com o "mensalão", ficou um indício, confirmado com o que foi e está sendo apurado: são petistas ou indicados por petistas, ou ainda empresas contratadas por órgãos dirigidos por petistas que estão envolvidos.

E até políticos - não só do PT - estão envolvidos. Até propinas para plataformas foram detectadas entre 2005 e 2011. A ex-gerente Venina Velosa da Fonseca agora apresenta novas denúncias, com provas.

Lula comparou o escândalo da Petrobras ao mensalão, ironizando que até chegar ao Supremo Tribunal Federal a imprensa terá condenado o PT. E ainda afirmou que há uma tentativa de "difamar e destruir" o partido, e está preparando uma grande manifestação de força quando da posse de Dilma, ano que vem.

Será que o PT e seus aliados estarão animados até lá, com os escândalos da Petrobras? Também conclamou os correligionários a colocar o "dedo na cara" da oposição, numa demonstração de força, que, aliás, não mais existe.

A explicação existe. O exercício do poder exige maturidade, não se esquecendo do amor à pátria. Entender que prosperidade e riqueza vêm de competência e trabalho honesto, não de se aproveitar do que parece disponível. Não é uma apropriação, mas uma construção, o que se aprende com a verdadeira democracia, próprio da economia de mercado, liberal.

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